07 AGO 2020 | ATUALIZADO 20:10
EDUCAÇÃO
COM INFORMAÇÕES DO G1
16/07/2020 09:06
Atualizado
16/07/2020 09:06

Pesquisadores da UFMG criam inteligência artificial para diagnosticar Covid-19

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O método, inédito e inovador, também é capaz de diferenciar e diagnosticar outras doenças virais como dengue, zika e chikungunya. A plataforma, batizada de PoLiVirUS, funciona por meio da comparação entre células infectadas e amostras não infectadas e, quando estiver pronta, poderá ser utilizada em qualquer laboratório, posto de saúde ou hospital.
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FOTO: DIVULGAÇÃO

Um grupo formado por integrantes dos departamentos de Física e Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) anunciou a descoberta de um método inédito, que utiliza inteligência artificial para diagnóstico da Covid-19 e, também, de outras doenças virais, como dengue e zika.

"É um método rápido, não invasivo e muito preciso, que não requer condições de biossegurança específicas. Ou seja, pode ser utilizado em qualquer laboratório, posto de saúde ou hospital", explicou o professor Juan González, do Departamento de Física da UFMG.

A plataforma, batizada de PoLiVirUS, funciona por meio da comparação entre células infectadas e amostras não infectadas.

O professor González explica que a inteligência artificial é treinada com um grande conjunto de espectros de amostras, de diagnóstico conhecido, e acaba aprendendo a distinguir umas das outras. Com isso, se torna apta a processar os espectros de novas amostras, reconhecendo infecções por diferentes vírus.

O projeto teve início logo que os principais casos da infecção causada pelo novo coronavírus foram registrados no Brasil, e os testes clínicos com amostras de pacientes reais começaram há duas semanas e apresentaram acurácia de quase 90%.

FINANCIAMENTO

O estudo tem coautoria do professor Juan González, dos pesquisadores Lídia Maria de Andrade e Paulo Henrique Amaral (residentes de pós-doutorado do Departamento de Física) e de Flávio Guimarães da Fonseca, docente do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas.

A plataforma recebeu aporte de R$ 149 mil da Fapemig, por meio do programa emergencial de ações de enfrentamento da pandemia.

No entanto, destacou o professor González, o valor aportado é insuficiente para a conclusão dos trabalhos. Por isso, os pesquisadores reforçam a importância de receberem mais financiamento, seja do setor público, seja da iniciativa privada.

"A Fapemig aprovou o projeto de pesquisa para continuarmos a desenvolver o projeto. Foi muito bom, mas, lamentavelmente, é pouco. Temos dificuldades, também, por termos uma equipe pequena, que graças a este aporte ganhou mais um integrante, mas que trabalha de forma voluntária. Agora somos quatro, mas ainda temos que nos dividir nos outros projetos nos quais trabalhamos", salientou o professor González.

Nesta semana, os pesquisadores fizeram o pedido de patente do trabalho. A partir de agora, a pesquisa passa pelas etapas de aprimoramento, validação e certificação da metodologia. Mas o andamento dessas etapas depende muito de financiamento, que é "o verdadeiro gargalo", segundo o professor.


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