27 FEV 2021 | ATUALIZADO 13:48
POLÍTICA
24/01/2021 11:43
Atualizado
24/01/2021 12:44

A resposta educada do senador Jean Paul Prates ao post de José Agripino

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O ex-senador, que também é ex-governador do Rio Grande do Norte, publicou em suas redes sociais, que a bancada federal que ele era membro no passado tinha mais força do que a atual, inclusive cobra do atual senador Jean Paul Prates mais ações para o Porto de Natal e fala sobre a suposta luta dele pela refinaria Clara Camarão, que na prática, não existiu. O próprio Prates foi quem na prática acompanhou este processo durante o governo Vilma de Faria, o qual ele foi secretário.
Imagem 1 -  O ex-senador, que também é ex-governador do Rio Grande do Norte, publicou em suas redes sociais, que a bancada federal que ele era membro no passado tinha mais força do que a atual, inclusive cobra do atual senador Jean Paul Prates mais ações para o Porto de Natal e fala sobre a suposta luta dele pela refinaria Clara Camarão, que na prática, não existiu. O próprio Prates foi quem na prática acompanhou este processo durante o governo Vilma de Faria, o qual ele foi secretário.
O ex-senador, que também é ex-governador do Rio Grande do Norte, publicou em suas redes sociais, que a bancada federal que ele era membro no passado tinha mais força do que a atual, inclusive cobra do atual senador Jean Paul Prates mais ações para o Porto de Natal e fala sobre a suposta luta dele pela refinaria Clara Camarão, que na prática, não existiu. O próprio Prates foi quem na prática acompanhou este processo durante o governo Vilma de Faria, o qual ele foi secretário.

O ex-senador e ex-governador José Agripino Maia tem feito publicações em suas redes sociais enaltecendo a “força” da bancada federal no período a compôs por décadas, e, uma vez e outra, tem se valido de críticas infundadas à atual ao trabalho da bancada atual.

Neste sábado, 23, José Agripino escreveu:

“Reunião no meu gabinete de Senador com o então presidente da Petrobras Osiris Silva. A bancada federal pressionou sem trégua e a refinaria de Guamare terminou saindo. Hoje o Porto de Natal está ameaçado de parar quatro semanas por falta de uma empilhadeira.  Sinal dos tempos...” e postou no seu Instagram com uma foto onde o calendário em cima da mesa aponta foi feita em 1987.

Confere o endereço abaixo. 


Os atuais parlamentares do Rio Grande do Norte vinham evitando confrontar as informações postadas pelo ex-senador e ex-governador seguidas de comentários como o citado acima. Entretanto, neste sábado, o senador Jean Paul Prates, de forma educada, o respondeu em três tópicos nas áreas reservadas para comentários. Confira o 1, 2 e 3.


Prezado ex-Senador.

Tomo a iniciativa de comentar já que sempre nutrimos relações extremamente cordiais e porque acompanho respeitosa e atentamente as suas postagens. Aguardei a sequencia de três do mesmo gênero para concluir por uma tendência, a meu ver desnecessária, de desqualificar a atual representação senatorial do RN e induzir uma comparação tanto indevida no tempo quanto nas circunstâncias.

Para além desta consideração de ordem mais geral, não poderia aqui falar pelos demais, mas gostaria de convidá-lo a acompanhar mais detidamente as atualizações diárias acerca da minha atuação em particular, apesar da curta e recente trajetória. Atentar para a relatoria/autoria de marcos regulatórios importantes como o das Ferrovias, da Eletromobilidade, da Energia Eólica Offshore e do Desenvolvimento Sustentável da Caatinga. Também verificar a resistência nacional que lideramos quanto à defesa do papel estratégico da Petrobras, a relatoria do acompanhamento do vazamento de óleo nas praias, a renovação e aprimoramento do FUNDEB e a realocação de recursos substanciais para combate ao COVID no RN.

Comprovaria ainda a nossa participação efetiva na criação do PRONAMPE como vice-presidente da Frente em Defesa da Micro e Pequena Empresa, e a aprovação da nossa emenda ao PPA e ao Orçamento da União que viabilizará a duplicação das BRs 304 (Natal-Mossoró) e 406 (Natal-Macau), complementadas pela recente apresentação, ao Ministro da Infraestrutura, de um projeto técnico para ampliação e modernização do Porto de Natal, através de PPP/Concessão. 

Aproveito para notar uma observação quanto à linha do tempo sobre a refinaria de Guamaré - que foi uma conquista de 2009, junto ao Governo Lula, com Wilma governadora, que, acertadamente convocou a bancada para pressionar a proposição apresentada pelo seu então Secretário de Energia: este seu interlocutor, atual Senador da República pelo Estado do Rio Grande do Norte.

A memória registrará que Petrobras inaugurou a Termoaçu no dia 19/09/2008 em evento realizado Mossoró, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A solenidade serviu também para anunciar a Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, que veio a ser inaugurada, por sua vez, em 1º de outubro de 2009, portanto mais de 20 anos depois da foto postada. O presidente da Petrobras já não era Osiris Silva (que esteve naquele posto só por 3 anos - entre 1986 e 1989 - a foto é de 1987, antes da Constituinte) e sim José Sérgio Gabrielli. Apesar de apelidada por alguns jornalistas locais de “refinaria de faz de conta”, a RPCC alcançou o posto de refinaria mais rentável do sistema Petrobras em 2010, 2011 e 2012. E recebeu investimentos para expansão de capacidade que a habilitaram a refinar toda a produção de petróleo do Estado, em 2015. Em tempo: o processo de constituição e expansão da unidade não foi sequer citado em nenhuma investigação posterior por irregularidades. Ao menos aqui no RN, efetivamente, os tempos eram da Petrobras investindo, e não saindo do RN. E o Porto de Natal, uma estatal federal, mesmo com todas as limitações físicas e operacionais que conhecemos dada sua configuração original e expansão urbana do seu entorno, tampouco era deixado à míngua. 


Espero que possamos, como de hábito, colaborar juntos pelo aprimoramento do ambiente político, econômico e social, cada qual na sua atual função, no seu devido tempo e com as suas devidas qualificações e limitações. Uma atitude construtiva, mesmo que com comparações históricas produtivas, sempre nos inspirarão mutuamente a colocar o melhor de nós a serviço do RN e do Brasil. 

Um abraço, 

Jean-Paul Prates 
Senador da República 
RN.


Na prática, a bancada federal que José Agripino compôs por décadas não conseguiu obras importantes, como a duplicação da BR 304, enquanto que os demais estados todos conseguiram. Não conseguiu dotar Mossoró de um aeroporto que fomentasse o turismo regional e um porto que realmente fosse capaz de atender  as exportações do Rio Grande do Norte. 

Quanto a refinaria Clara Camarão, em Guamaré, o próprio José Agripino apelidou de "me engana que eu gosto". Em 1987, data da foto publicada no Instagram pelo ex-senador, não se discutia refinaria para o Rio Grande do Norte. Naquela época, se quer isto estava em questão. A Petrobras só surgiu para investimentos deste porte quase 2 décadas depois, já no governo Lula.

E foi exatamente Jean Paul Prates, que é hoje é senador pelo Rio Grande do Norte, como secretário do governo Vilma de Faria, em 2008, que conseguiu que o Governo Lula, inaugurasse a Refinaria Clara Camarão. Tecnicamente, não se tratou de feito fácil. E, pasmem, o senador esqueceu que foi exatamente no período dele compondo a bancada federal que a Refina Clara Camarão baixou.

Confira AQUI. 

A cobrança de José Agripino Maia ao senador Jean Paul Prates mostra certo desconhecimento do trabalho deste no Senado pelo Rio Grande do Norte e pelo Brasil. Jean Paul está diretamente ligado a luta pela manutenção do Porto de Natal e apresentou projeto ao Ministro Tarcísio, da Infraestrutura, para dotar o Rio Grande do Norte de um porto a altura das exportações, em especial de frutas e calcário, que se vislumbra para o futuro.

Jean Paul também está a frente da luta pela duplicação da BR 406 e da BR 304. Inseriu estas obras fundamentais para o Rio Grande do Norte no Plano Plurianual de Investimento do Governo Federal. É o autor do relatório do Marco Regulatório das Ferrovias, e outros igualmente importantes para a economia do Rio Grande do Norte e do do Brasil. 

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