06 DEZ 2021 | ATUALIZADO 17:36
SAÚDE
CEZAR ALVES
23/02/2021 08:44
Atualizado
23/02/2021 08:52

Estamos à beira de uma grave crise sanitária, diz infectologista Alexandre Mota

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O infectologista lotado no Hospital Gizelda Trigueiro, em Natal, disse que as novas cepas (mutações) do vírus são muito mais contagiosas e já estão circulando no RN. Para o profissional de saúde, a única saída é um pacto pela vida entre o povo, os governos e as instituições de saúde para que adotem as medidas de proteção contra o novo coronavírus.
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FOTO: REPRODUÇÃO

“Estamos à beira de uma grave crise sanitária”, disse o infectologista Alexandre Motta, em entrevista ao Foro de Moscow ao meio dia desta segunda-feira, 22.

O infectologista lotado no Hospital Gizelda Trigueiro, em Natal, disse que as novas cepas (mutações) do vírus são muito mais contagiosas e já estão circulando no RN.

Para o profissional de saúde, a única saída é um pacto pela vida entre o povo, os governos e as instituições de saúde para que adotem as medidas de proteção contra o novo coronavírus.

Motta fez referência a usar máscara, higienizar as mãos e não aglomerar. Para ele, estas são as únicas normas eficazes, capazes de fazer a doença não avançar entre as pessoas.

Alexandre Motta lamenta o fato de o colega dele, prefeito de Natal, médico Álvaro Dias, estar induzindo a população a consumir Ivermectina como preventivo contra a covid19.

Segundo Alexandre, não existe medicamento preventivo contra o novo coronavírus ou para curar o paciente com a covid-19. “Não tem preventivo e nem cura”, assegura Motta.

A opinião do profissional de saúde, recebe o respaldo da infectologista Marise Freitas, que, em entrevista a InterTV Cabugi, enfatizou que não tem prevenção e nem cura.

Mais de 90% dos internados nas UTIs em Natal tomaram ivermectina e, segundo Marise Freitas, não fez o menor efeito. “Está comprovado pela ciência que não serve”, diz.

Veja mais: Mossoró recebe mais dois pacientes com Covid-19 transferidos de Natal

A infectologista acrescenta que é inaceitável que um médico (Álvaro Dias) diga que vai distribuir ivermectina nos postos de saúde para que as pessoas se protejam.

Ela acrescenta que é uma vergonha que um médico faça uma recomendação desta natureza, sabendo ele, que é médico, que não serve e nunca serviu para prevenir a covid-19.

Para Marise Freitas, o cidadão tomou a ivermectina e, acreditando erroneamente estar protegido contra o novo coronavírus, saiu às ruas, aglomerou em festas, bares e etc.

A crítica de Marise Freitas ao prefeito Álvaro Dias foi endossada pelo colega Alexandre Motta. Segundo ele, o prefeito de Natal está sendo irresponsável com a população.

Sobre a vacina, Alexandre Motta criticou duramente a falta de interesse do Governo Bolsonaro em comprar as vacinas quando foi oferecido pelos laboratórios ano passado.

Para Alexandre Motta, o presidente Bolsonaro jogou e joga o tempo todo no time do novo coronavírus e isto contribui de forma significativa para o avanço do vírus no meio social.

Ao se colocar contra as medidas indicadas pela ciência, Bolsonaro termina por induzir a seus seguidores a não usar máscara, a não higienizar as mãos e também a evitar aglomerações.

Para Motta e Marise, o que poderia evitar ou amenizar uma grave e terrível crise sanitária seria a vacina, mas o governo não comprou suficiente para imunizar a população.

Para os dois profissionais, resta somente uma saída: um pacto da população com as instituições de saúde para, usando a própria consciência, não aglomerar, usar máscara e higienizar as mãos sempre que tocar em superfície de uso público.


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