O Ministério Público de Minas Gerais disse, na manhã desta terça-feira (10), que o rompimento das duas barragens da mineradora Samarco, ocorrido na última quinta-feira (05) e que morreram ao menos três pessoas e 15 continuam desaparecidas, em Mariana (124 km de Belo Horizonte), "não foi um acidente tampouco fatalidade".
Um documento apresentado pela Promotoria indicava que havia risco de rompimento das barragens da mineradora. Segundo o que foi divulgado, "o contato entre a pilha de rejeitos e a barragem não é recomendado por causa do risco de desestabilização do maciço da pilha e da potencialização de processos erosivos".
Em 2013, o Ministério Público fez várias condicionantes para a renovação da licença de concessão da barragem para a Samarco. Entre elas, a análise de ruptura da barragem e um plano de contingência em casos de riscos ou acidentes.
"Não foi acidente. Não foi fatalidade. O que houve foi um erro na operação e negligência no monitoramento", disse o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Pinto.
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