O vigia Jessé Arruda da Silva, de 53 anos, senta no banco dos réus nesta terça-feira, dia 15 de julho de 2025, para responder pela morte do vizinho da sogra, Antônio Carleano de Queiroz.
Este homicídio ocorreu no dia 3 de abril de 2021, por volta das 17h40, em frente ao Espetinho do Carleano, na Rua Diná de Souza Menezes, no bairro Santo Antônio, em Mossoró-RN.
Comerciante morto em seu espetinho em Mossoró
O Ministério Público narra que vítima e acusado eram inimigos há cerca de 20 anos e que Carleano, naquela tarde, havia soltado fogos de artifício na direção da casa da sobra de Jessé.
Jessé estava sentado em frente à casa da sogra e não teria gostado da atitude do vizinho e teria ido tirar satisfação com o proprietário do Espetinho Carleano sobre o fato.
Segundo a denúncia, os dois discutiram, teve vias de fato e ameaças mutuas. Carleano acusava Jessé de ter acionado a PM pra ele devido os fogos de artifícios que soltava.
Jessé foi em casa, se armou e voltou ao local e já chegou chutando a churrasqueira de espetinho e atirando na direção de Carleano, que estava no balcão do comércio dele.
Segundo a peça do MPRN, Carleano pegou uma arma de grosso calibre para revidar os tiros que sofreu, mas errou os disparos e terminou morrendo no local.
O julgamento deve começar por volta das 9h, com o juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, presidente dos trabalhos, sorteando os sete jurados que vão compor o Conselho de Sentença.
O réu, que confessa o crime, deve comparecer ao Tribunal do Júri Popular. Deve prestar depoimento ao juiz Vagnos Kelly e também a acusação e defesa.
Neste julgamento, o promotor de Justiça Italo Moreira Martins está inscrito para trabalhar na acusação do réu e o advogado Otoniel Maia Junior está inscrito para fazer a defesa.
Após os debates, os sete jurados são convocados a Sala Secreta, para votar os quesitos aprovados em plenário e, em seguida, o juiz Vagnos Kelly anuncia a sentença.