23 ABR 2026 | ATUALIZADO 13:59
POLÍCIA
29/07/2025 07:20
Atualizado
29/07/2025 07:35

Cearense morto a tiros numa residência da Vila Pomar, na Maísa, em Mossoró-RN

O ataque à tiros aconteceu por volta das 21 horas. A vítima José Adailton Pontes de Sousa, o Zé Magrinho, teria sido alvejada em frente a casa, correu para dentro, tentou fazer uma barricada na porta, mas terminou sendo baleado no rosto e morreu. O outro que estava com ele, teria sido socorrido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. É o quadragéssimo terceiro caso de homicídio registrado em 2025, no território de Mossoró-RN
O ataque à tiros aconteceu por volta das 21 horas. A vítima Zé Magrinho teria sido alvejada em frente a casa, correu para dentro, tentou fazer uma barricada na porta, mas terminou sendo baleado no rosto e morreu. O outro que estava com ele, teria sido socorrido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. É o quadragéssimo terceiro caso de homicídio registrado em 2025, no território de Mossoró-RN

A tranquilidade da zona rural de Mossoró foi rompida na noite de ontem, por volta das 21 horas, quando um ataque a tiros na Vila Pomar, no Complexo Maisa, deixou uma pessoa morta e outra ferida. O incidente, que configura o quadragésimo terceiro caso de homicídio no município neste ano de 2025, assustou a comunidade local.

A vítima, José Adailton Pontes de Sousa, o "Zé Magrinho", que morreu no próprio local, distante cerca de 30 km do centro urbano de Mossoró. A outra vítima, conhecida como "Leleu", conseguiu ser socorrida por amigos e levada ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), onde recebe atendimento médico. Não há informações sobre seu estado de saúde atual.

A Polícia Militar foi prontamente acionada e chegou rapidamente ao local do ataque, mas os atiradores já haviam conseguido fugir em uma motocicleta, desaparecendo sem deixar rastros. Ainda no local, a reportagem do MH foi informada que Zé Magrinho seria do Ceará e estava na casa de amigos na Maísa.

O delegado Antônio Caetano Bauman de Azevedo, do Plantão da Polícia Civil, esteve presente na cena do crime, acompanhando de perto os primeiros levantamentos e coletando informações cruciais para a investigação. Ele falou que a perícia apontou, inicialmente, que foram usadas uma pistola e um revólver no ataque.

Uma equipe de peritos do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) também foi acionada, realizando a coleta de evidências e removendo o corpo de Zé Magrinho para exames detalhados na sede do órgão em Mossoró. O caso deve ser investigado pela Divisão de Homicidios e Proteção a Pessoa de Mossoró.

Com uma população de aproximadamente 300 mil habitantes, Mossoró enfrenta o desafio da violência urbana. Este quadragésimo homicídio reforça a preocupação das autoridades e da população com a segurança na cidade. As investigações para identificar os autores e as motivações por trás deste ataque brutal seguem em andamento.


Mossoró e a luta contra a violência: Um panorama dos homicídios

O ano de 2025 em Mossoró já registra 43 casos de homicídios, indicando a continuidade de um desafio significativo para a segurança pública da cidade. Historicamente, Mossoró tem enfrentado períodos de alta violência, com variações nos seus índices de criminalidade.

2025 (até o momento): O ano já conta com 43 homicídios. No entanto, é importante notar que notícias recentes apontam para um início de ano menos violento em mais de uma década para Mossoró, com 32 mortes registradas de janeiro a maio, comparado a 45 no mesmo período de 2024 e 36 em 2023.

2024: Não há um dado total consolidado para o ano, mas os primeiros cinco meses registraram 45 homicídios.

2023: O município observou uma queda significativa nos índices de homicídios, com uma redução de aproximadamente 40,6% nos primeiros cinco meses em comparação com 2022 (38 casos em 2023 contra 64 em 2022 no mesmo período). Isso representou uma conquista histórica na luta contra a violência para a cidade.

2022: Mossoró foi classificada como a 11ª cidade mais violenta do Brasil pelo Atlas da Violência 2024 (com dados de 2022), apresentando uma taxa de 64,3 homicídios por 100 mil habitantes. Chegou a ser apontada como a cidade mais violenta do Brasil por outros levantamentos, com taxa de 63,21 por 100 mil habitantes.

2017: Este foi um dos anos mais violentos, com 111 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) nos primeiros cinco meses, um pico histórico para o período.

2016: Registrou 110 mortes de janeiro a maio.

2011: O ano de 2011 verificou um crescimento vertiginoso da violência homicida em Mossoró, atingindo um pico de 186 homicídios no ano.

Apesar dos recentes sinais de desaceleração nos índices de homicídio, a persistência de crimes como o ocorrido na Maisa ressalta a necessidade contínua de estratégias eficazes de segurança pública em Mossoró.

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