26 JUN 2022 | ATUALIZADO 12:59
VARIEDADES
Josemário Alves e Valéria Lima
26/03/2016 08:07
Atualizado
14/12/2018 08:15

#GeraçãoY: Qual o limite do uso de celulares e tablets para as crianças?

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Pais relatam a preocupação no acesso dos filhos a redes sociais e jogos. Especialista acredita que o uso dos aparelhos traz mais benefícios do que malefícios
Imagem 1 -  #GeraçãoY: Qual o limite do uso de celulares e tablets para as crianças?
Josemário Alves

“Parece um vício”, reclama a auxiliar administrativo, Socorro Santos, mãe de Samuel, de 11 anos. Socorro está se referindo às novas tecnologias.

Há quem diga que não dá para viver sem Facebook, WhatsApp, Instagram e claro, jogos da internet. Mas, até que ponto essa relação é saudável quando se trata de crianças, aquelas que já nasceram imersas nessas tecnologias: a geração Y?

De acordo com Socorro Santos, tirar o celular e o tablet do filho é uma luta diária. Desde os 9 anos, Samuel utiliza os aparelhos e segundo ele, poderia usar 24 horas.

“Eu tento controlar, mas mesmo assim é difícil”, explica Socorro.  A auxiliar relata que presenteou o filho com os aparelhos pois ele sentia-se desprezado porque todos os colegas da escola tinham. “Então, nós demos para ele, mas desde o início tentamos controlar, ficar monitorando o conteúdo que ele vê e também a questão do tempo”, destaca.

Samuel tem dias e horas certos para usar os aparelhos. A mãe acredita que a tecnologia é algo bom, mas que se for usada sem controle, acaba trazendo malefícios. “Eu estava percebendo isso em Samuel, ele estava e ainda é um pouco dependente do celular e tablet, por isso matriculei ele no basquete”, conclui.

A situação é parecida com a vivida por Aurineide Costa de Melo. A agente de saúde mora com as três netas, de 10, 5 e 3 anos. “As três têm tablets, o da de 3 anos quebrou e ela quer até pegar meu celular”, conta.

Aurineide afirma que tudo começou quando Yasmim, de 10 anos, ganhou um tablet. Então, como as outras duas não tinham, ficavam implicando. Foi então que os pais resolveram comprar. No entanto, o controle de conteúdo sempre é feito.

“Para as pequenas, a gente já deixa baixado o que elas podem ver. A de 10 anos temos que vigiar, eu acho que [as tecnologias] trazem mais malefícios, mas a gente compra sabendo”, afirma.

Para a psicóloga Ana Laura Marques, o uso dosado de eletrônicos por crianças e adolescentes traz mais benefícios do que malefícios. “No caso de jogos de vídeo game, por exemplo, desenvolve a coordenação motora e o raciocínio”, destaca.

Entretanto, não há estudos que comprovem os efeitos positivos ou negativos desse ingresso cada vez mais cedo à tecnologia. “Todos nós sabemos que o excesso faz mal.

O principal problema que nós psicólogos vemos é a socialização. Os meninos ligados nos jogos deixam de interagir com outras crianças, as meninas deixam de estimular o seu faz de conta quando brincam de casinha. Esses são alguns exemplos”, enfatiza a psicóloga.

Tecnologia como ferramenta para a Educação

Por outro lado, a tecnologia tem se apresentado como uma ferramenta importante para o desenvolvimento educacional. Essa é a aposta do coordenador pedagógico Kalil Gibran.

Segundo ele, a escola vem se adaptando a essa nova realidade. Desde o início deste ano, na instituição em

que trabalha, professores estão usando tablets e aplicativos em salas de aula.

“Tudo o que é trabalhado está dentro do programa que foi desenvolvido para a escola. Estamos apostando nisso como uma nova forma de interação com as crianças e jovens”, explica.

Para o coordenador, os resultados já estão sendo percebidos no comportamento dos alunos. “Já podemos ver que as crianças pedem menos para sair, porque a aula está mais interativa, antes eles pediam para sair da aula com frequência, hoje os vemos mais empolgados com as aulas, a realidade é outra”, finaliza.

Fotos: Josemário Alves

 

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