19 JAN 2020 | ATUALIZADO 19:04
POLÍCIA

Tribunal do Júri absolve acusado de atentado na Escola Estadual Maria Estela

Atentado aconteceu em 2014. Na ocasião, foram baleados o vigia, a coordenadora da escola e uma jovem estudante que tinha ido buscar o irmão no estabelecimento educacional
Cezar Alves, da Redação
31/05/2016 11:54
Atualizado
02/06/2016 08:37
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Imagem 1 -  Tribunal do Júri absolve acusado de atentado na Escola Estadual Maria Estela
Cezar Alves

O Tribunal do Júri Popular de Mossoró condenou um e absolveu outro que haviam sido denunciados do atentado na Escola Estadual Maria Estela, localizada no bairro Planalto 13 de Maio, em 2014, que deixou três feridos, sendo um policial aposentado em estado grave.

O réu Antônio Elison Bezerra, de 28 anos, que está preso pelo crime há 1 ano e 7 meses, terminou absolvido. Durante o julgamento, ele negou participação no crime. Disse: "Jamais iria aceitar um crime deste. Eu sou homem", disse o acusado durante depoimento no Tribunal do Júri Popular.

Assista o depoimento de Antônio Alison.

Já o outro acusado do mesmo atentado, Jefferson Cleiton de Sousa Monteiro, de 21 anos, conhecido por Pepe, pegou dez anos e 8 meses de prisão. Ele estava preso na Cadeia Pública de Mossoró, mas conseguiu fugir recentemente. Teve a prisão preventiva decretada e está sendo procurado pela polícia.

O julgamento começou com atraso de uma hora, devido a um ataque a tiros a dois presos perto da antiga Fazenda São João. Os agentes tiveram que agir para socorrer as vítimas e atrasaram com a chegada do preso ao Fórum Municipal Silveira Martins, onde estava marcado para acontecer o Tribunal do Júri.

Com a presença do promotor de justiça Armando Lúcio Ribeiro e o advogado Sávio José de Oliveira, que fez a defesa do réu Antônio Elison, além do defensor público Serjano Marcos Torquato Vale, o juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, presidente da sessão, fez o sorteio dos sete jurados.

As três vítimas foram interrogadas no Plenário do Tribunal do Júri. O primeiro a subir a Tribuna foi o policial aposentado José Nicodemos de Oliveira de Sousa (foto à dir.), que após ter sido baleado duas vezes na escola ficou um tempo na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional Tarcísio Maia para se recuperar dos tiros.

Em seguida quem prestou depoimento foi a coordenadora escolar Eretusa Nunes, que sofreu um tiro na perna. A jovem estudante Laura Galdino, acompanhada com o pai, também prestou depoimento. Elas relataram momentos de terror que passaram na Escola durante o ataque ocorrido em abril de 2014.

José Nicodemos disse que reconheceu os acusados. Falou que ficou frente a frente com o que atirou nele, no caso Jefferson Pepe. Já Eretusa e Laura falaram que não lembravam do rosto dos acusados. Nenhuma testemunha soube infomar com precisão a razão do ataque a tiros na escola.

O último a prestar depoimento foi Antônio Elison. Disse que estava em Governador Dix Sept Rosado. Confirmou que realmente o carro usado no crime estava no seu nome, pois havia alugado ele em Natal. No entanto, assegurou que havia emprestado o veículo no horário da manhã para o amigo Jefferson Pepe.

O promotor Armando Lúcio Ribeiro teve 2 horas e 30 minutos para explicar a participação de cada um no crime e convencer o corpo de jurados a condená-los, por tentativa de homicídio em sua forma qualificada, que o Código Penal Brasileiro prevê pena que vai de 12 a 30 anos de prisão.

Já o advogado Sávio José pediu a absolvição do réu, com a tese de negativa de autoria. Para o advogado, não havia provas no processo que comprovasse de fato a participação de Antônio Alison no crime. Inclusive, ressaltou que as testemunhas confirmaram que realmente ele estava em Governador no momento do crime.

O defensor público Serjano Torquato também defendeu tese de negativa de autoria para Jefferson Pepe, porém não conseguiu convencer os jurados. Jefferson Pepe terminou condenado a 10 anos e 8 meses de prisão. Como está foragido, teve a prisão preventiva expedida e está sendo procuparado pela Polícia.

Notas

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