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SAÚDE
Da redação
23/04/2015 13:33
Atualizado
14/12/2018 08:23

Tribunal do Júri condena assassino de Genildo do Sal a 14 anos de prisão

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Julgamento começou às 10h e terminou às 15h40 no Fórum Municipal com o juiz Vagnos Kelly Figuereiro de Medeiros lendo a sentença conforme os quesitos aprovados pelo Conselho de Sentença

O assassino confesso da execução do empresário Genildo Figueiredo de Sá, no dia 5 de dezembro de 2011, pegou 14 anos de prisão inicialmente em regime fechado, em julgamento realizado nesta quinta-feira, 23, no Fórum Desembargador Silveira Martins, em Mossoró/RN.

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Genildo do Sal, como era mais conhecido, foi assassinado a tiros por Thiago Alexandre Rodrigues, o Peroba, (assassinado em outubro de 2014) e o comparsa Fernando Pereira de Melo, 25, quando chegava em casa na companha do filho de apenas 6 anos, no final da tarde.

Após o crime, Fernando Pereira pilotou a moto até sua residência, onde entregou a moto para Peroba empreender fuga. O caso chegou ao conhecimento da Polícia, que poucos dias chegou prendeu os dois pelo crime. Peroba fugiu da prisão, não sem antes ameaçar seu comparsa.

Peroba fugiu e passou a viver praticando assalto. Trocou tiros com a Polícia em Afonso Bezerra e quase morreu baleado. Foi preso e novamente fugiu. Tempos depois apareceu em Mossoró e no mês de outubro de 2014 foi encontrado morto dentro de um carro.

Devido as ameaças que recebeu de Peroba em Mossoró, Fernando Pereira foi transferido para Cadeia Pública de Caraúbas, onde aguardou julgamento. Na primeira sentença, os dois terminaram condenados por latrocínio, a uma pena superior a 20 anos cada.

Entretanto, os advogados de defesa recorreram da decisão, explicando que os dois não teriam matado Genildo do Sal num assalto e sim num crime planejado de vingança. O Tribunal de Justiça anulou a sentença por latrocínio e determinou que os réus fossem julgados no TJP.

Antes do julgamento, Peroba terminou sendo assassinado. Durante o julgamento, o réu Fernando Pereira segurava um terço azul. Em alguns momentos, trocou algumas palavras com os advogados de defesa. Tomou água. Não quis café. Sempre cabeça baixa e mãos para trás.

Nesta quinta-feira, o julgamento começou às 10h e terminou às 15h40, com juiz presidente dos trabalhos Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros lendo a sentença conforme os quesitos decididos pelo Conselho de Sentença, formado por cinco homens e duas mulheres.

O promotor Armando Lúcio Ribeiro avaliou como positivo o resultado do julgamento. Segundo ele, a justiça foi feita. “Os nossos objetivos foram atingidos com a condenação do réu”, destaca o promotor Armando Lúcio Ribeiro, lembrando que nesta sexta, 24, tem outro julgamento.

O advogado de defesa, Francisco Galdino, disse que o resultado não saiu conforme ele pediu (queria que o cliente fosse condenado por homicídio simples), no entanto, ele e o réu gostaram da sentença aplicada. “Ele está satisfeito com a sentença”, diz o advogado, que não vai recorrer.

Diante do resultado do julgamento, o juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, manteve o decreto de prisão preventiva do réu, que já cumpriu 3 anos e 5 meses da sentença. Ele terá direito a solicitar a Vara de Execuções Penais mudança no regime da pena quando cumprir 1/6.

Até lá, conforme ficou decidido, ficará preso em regime fechado.

A família de Genildo do Sal, que assistiu a todo o julgamento, após concluídos os trabalhos deixaram o plenário sem comentar a decisão.

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