30 MAI 2024 | ATUALIZADO 07:44
VARIEDADES
Da redação
15/06/2016 12:46
Atualizado
14/12/2018 06:11

Cearense preso por furtar livros para estudar medicina

A+   A-  
Jovem de 20 anos foi preso no dia 29 de abril, após ser pego furtando livros para estudar para o Enem. O material levado pelo rapaz de uma livraria custava cerca de R$ 300
Imagem 1 -  Cearense preso por furtar livros para estudar medicina
Reprodução

Uma história vem emocioando os policiais do 26º Distrito Policial de Fortaleza. Um jovem de apenas 20 anos foi preso por furtar livros que ele iria usar para estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O rapaz estava preso há dois meses porque não tinha dinheiro para pagar a fiança de R$ 880. O jovem, não identificado, foi solto nesta terça-feira (14), após conseguir o alvará de soltura.

A reportagem foi publicada pelo Jornal O Povo, do Ceará. Segundo a defensor público Emerson Castelo Branco, o jovem concluiu o ensino médio e planejava cursar medicina, no entanto, não tinha dinheiro para comprar os livros de preparação para a prova.

O material furtado pelo rapaz de uma livraria custava cerca de R$ 300. A prisão em flagrante aconteceu no dia 29 de abril.

O caso causou comoção entre os que trabalham na delegacia. O rapaz não tem antecedentes criminais e teme ser expulso de casa pelos pais.

"Acho que estão sendo os piores dias da vida dele. Ele não tem envolvimento com crime, a gente percebe. Ele ficou com muita vergonha e pediu que a gente não avisasse a família", relatou um policial ao O Povo.

O defensor relatou que a fiança estipulada pela Justiça dificultou a liberação do rapaz. Bem como a portaria que tornou facultativas as audiências de custódia. “Expliquei para a juíza que, se ele tivesse o dinheiro para pagar uma fiança, compraria os livros. A fiança que foi fixada em um salário é bem maior do que o que foi subtraído", explicou o defensor.

Agora, segundo Castelo Branco, o próximo passo é tentar travar o processo na Justiça para que a continuação dele não acarrete ainda mais problemas para o jovem. O defensor enfativa que o rapaz aprendeu a lição e que a continuação do processo acarreta desgaste e constragimento para o jovem e família.

Com informações do Jornal O Povo

Notas

Tekton

Publicidades

Outras Notícias

Deixe seu comentário