22 MAI 2019 | ATUALIZADO 18:23
NACIONAL

12 aeroportos brasileiros serão leiloados nesta sexta-feira (15)

O governo espera arrecadar o mínimo de R$ 2,1 bilhões com a concessão. Seis dos dozes aeroportos que serão leiloados estão localizados no nordeste.
COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL
15/03/2019 08:43
Atualizado
15/03/2019 08:43
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12 aeroportos brasileiros serão leiloados nesta sexta-feira (15)
O secretário de Aviação Civil, Roney Glanzmann, disse que a concessão não prevê qualquer aumento de tarifa ao passageiro.
FOTO: TÂNIA RÊGO

O governo federal tem a meta mínima de arrecadar R$ 2,1 bilhões (valor de outorga) com a concessão de 12 aeroportos, em três blocos regionais, no leilão de hoje (15), a partir das 10h, na B3, antiga Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo.

A estimativa é que até 12 empresas participem do leilão. Os prováveis participantes, mapeados pelo governo, têm capital nacional e estrangeiro, e poderão apresentar suas propostas consorciados.

A informação é do secretário de Aviação Civil, Roney Glanzmann, em entrevista à NBR (EBC).

“Estamos esperando um leilão bastante competitivo, muitos operadores estrangeiros e brasileiros, todos de primeira linha que já operam grandes aeroportos pelo mundo devem participar”, disse o secretário.

Em seguida, Glanzmann afirmou que já tem mais de um ano que eles estão falando semanalmente com esses operadores estrangeiros e todos estão animados com essa modelagem de concessão do governo federal. “Acreditamos que vamos atrair grandes operadores mundiais de aeroportos”.

Conforme o secretário, a projeção oficial é de que os futuros concessionários invistam R$ 3,5 bilhões em melhorias e na capacidade de atendimento dos aeroportos durante 30 anos.

BLOCOS

No bloco Nordeste, serão leiloados os aeroportos de vocação turística Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), João Pessoa e Campina Grande (ambos na Paraíba).

No bloco Sudeste, serão concedidos aeroportos que atendem especialmente a indústria de petróleo e gás: Vitória (ES) e Macaé (RJ).

No bloco Centro-Oeste, estarão em negociação os aeroportos que atendem o agronegócio no Mato Grosso: Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta.

Juntos os aeroportos que formam os três blocos respondem por 9,5% do mercado doméstico (20 milhões de passageiros por ano).

De acordo com Roney Glasmann, é a primeira vez que o governo federal faz concessão de aeroportos em blocos. “Nós unimos aeroportos mais atrativos, de maior volume de passageiro e carga, com aeroportos menores da aviação regional”, disse.

CUSTOS

Segundo informação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os lances iniciais mínimos serão de R$ 171 milhões para o bloco Nordeste, de R$ 46,9 milhões para o bloco Sudeste e R$ 800 mil para o bloco Centro-Oeste.

Essa é a quinta rodada de concessões de aeroportos, iniciadas em 2011 (com o leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante - RN).

“Não há envolvimento de recurso público nessa rodada. Todos os recursos a serem investidos serão captados pela iniciativa privada, trazendo expertise, know how e boas práticas internacionais de gestão para os nossos aeroportos”, disse o secretário.

“Na experiência que nós temos com a concessão de aeroportos, melhora bastante a qualidade de serviço para a população. Melhora porque recebe investimento, são atraídos novos parceiros comerciais, grandes marcas de alimentação e varejo. O nível de conforto e a experiência de viagens dos passageiros têm melhorias significativas”, disse.

Glanzmann salientou que a concessão não prevê qualquer aumento de tarifa ou onera de qualquer jeito o passageiro. Segundo ele, “o passageiro vai continuar pagando a mesma taxa de embarque de que ele já paga hoje nos aeroportos operados pela Infraero”.

O governo deve anunciar também nesta sexta-feira, concessões de mais 22 aeroportos na sexta rodada de leilões - a ser realizada em agosto de 2020. Conforme cronograma oficial, a sétima e última rodada de concessões, com 21 aeroportos, ocorrerá até o primeiro trimestre de 2022.


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