24/05/2026 11:37
A incrível história do gênio João Gurgel foi encerrada no Ceará. Veja como isto aconteceu. Nos anos 1970, o Brasil estava diante de uma encruzilhada histórica. As crises do petróleo de 1973 e 1979 escancararam a vulnerabilidade energética de um país dependente de combustíveis importados. O mundo inteiro buscava alternativas. O Brasil tinha uma base hidrelétrica em expansão, uma indústria automobilística instalada, capacidade técnica em formação e um mercado urbano que poderia ter servido como laboratório para novas soluções de mobilidade. Foi nesse ambiente que a Gurgel apresentou, ainda em 1974, seu projeto elétrico urbano, o TU Elétrico, já associado à ideia de uma rede de recarga em Rio Claro, com pontos exclusivos de estacionamento e energia fornecida pela Cesp. Tudo isso foi destruído pela elite do capital internacional, a partir do Ceará. Conhecça a incrível história de João Gurgel, na COLUNA OPINIÃO
21/05/2026 06:32
O Brasil não deve aceitar o falso dilema entre homologar integralmente contratos questionados ou enfrentar apagão. Segurança elétrica exige reserva de capacidade, mas também exige competição real, neutralidade tecnológica, transparência, menor custo sistêmico e respeito ao consumidor. O consumidor brasileiro não pode pagar por muitos anos por uma solução que talvez não seja a mais barata, nem a mais eficiente, nem a mais compatível com a matriz renovável que o próprio Brasil construiu. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO
16/05/2026 14:08
A frustração de quem observa o Brasil tem razão de ser. A corrupção atravessa direita, centro e esquerda, e não é fenômeno recente nem episódio passageiro. Quem afirma o contrário insulta a inteligência do brasileiro comum, que paga a conta há gerações. Reconhecer a profundidade do problema, porém, não autoriza a rendição diante dele. Exige, ao contrário, encarar de frente a história, a estrutura e as escolhas institucionais que nos trouxeram até aqui, e construir, a partir desse diagnóstico honesto, uma agenda de reformas que ainda não conseguimos completar. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO
11/05/2026 11:06
Sem agências, muitos setores estratégicos teriam sido simplesmente transferidos ao mercado sem capacidade estatal equivalente para regular contratos, fiscalizar obrigações, arbitrar conflitos, sancionar abusos e assegurar continuidade dos serviços. A existência das agências não eliminou problemas, mas impediu um vazio regulatório ainda pior.
08/05/2026 18:43
O próprio CNPE deveria passar por atualização semelhante. Sua composição atual segue concentrada no Executivo federal, ainda que inclua representantes externos. O Ministério de Minas e Energia lista, entre seus membros efetivos, uma ampla relação de ministros, além de representantes da sociedade civil, academia, estados e do setor energético. A questão não é apenas quem está formalmente previsto, mas quem participa, como decide, com que informação, com que antecedência e com que prestação de contas. O Brasil precisa de conselhos fortes. Mas força institucional não é concentração opaca de poder. É capacidade de produzir decisões legítimas, técnicas, transparentes e politicamente responsáveis.