27 MAI 2026 | ATUALIZADO 11:41

OPINIÃO

  O incrível história do gênio João Gurgel foi encerrada no Ceará. Veja como isto aconteceu. Nos anos 1970, o Brasil estava diante de uma encruzilhada histórica. As crises do petróleo de 1973 e 1979 escancararam a vulnerabilidade energética de um país dependente de combustíveis importados. O mundo inteiro buscava alternativas. O Brasil tinha uma base hidrelétrica em expansão, uma indústria automobilística instalada, capacidade técnica em formação e um mercado urbano que poderia ter servido como laboratório para novas soluções de mobilidade. Foi nesse ambiente que a Gurgel apresentou, ainda em 1974, seu projeto elétrico urbano, o TU Elétrico, já associado à ideia de uma rede de recarga em Rio Claro, com pontos exclusivos de estacionamento e energia fornecida pela Cesp. Tudo isso foi destruído pela elite do capital internacional, a partir do Ceará. Conhecça a incrível história de João Gurgel, na COLUNA OPINIÃO
[COLUNA OPINIÃO] Gurgel e o futuro que o Brasil preferiu não fabricar

24/05/2026 11:37

A incrível história do gênio João Gurgel foi encerrada no Ceará. Veja como isto aconteceu. Nos anos 1970, o Brasil estava diante de uma encruzilhada histórica. As crises do petróleo de 1973 e 1979 escancararam a vulnerabilidade energética de um país dependente de combustíveis importados. O mundo inteiro buscava alternativas. O Brasil tinha uma base hidrelétrica em expansão, uma indústria automobilística instalada, capacidade técnica em formação e um mercado urbano que poderia ter servido como laboratório para novas soluções de mobilidade. Foi nesse ambiente que a Gurgel apresentou, ainda em 1974, seu projeto elétrico urbano, o TU Elétrico, já associado à ideia de uma rede de recarga em Rio Claro, com pontos exclusivos de estacionamento e energia fornecida pela Cesp. Tudo isso foi destruído pela elite do capital internacional, a partir do Ceará. Conhecça a incrível história de João Gurgel, na COLUNA OPINIÃO

  O Brasil não deve aceitar o falso dilema entre homologar integralmente contratos questionados ou enfrentar apagão. Segurança elétrica exige reserva de capacidade, mas também exige competição real, neutralidade tecnológica, transparência, menor custo sistêmico e respeito ao consumidor.  O consumidor brasileiro não pode pagar por muitos anos por uma solução que talvez não seja a mais barata, nem a mais eficiente, nem a mais compatível com a matriz renovável que o próprio Brasil construiu. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO
[OPINIÃO] Segurança elétrica não pode ser cheque em branco

21/05/2026 06:32

O Brasil não deve aceitar o falso dilema entre homologar integralmente contratos questionados ou enfrentar apagão. Segurança elétrica exige reserva de capacidade, mas também exige competição real, neutralidade tecnológica, transparência, menor custo sistêmico e respeito ao consumidor. O consumidor brasileiro não pode pagar por muitos anos por uma solução que talvez não seja a mais barata, nem a mais eficiente, nem a mais compatível com a matriz renovável que o próprio Brasil construiu. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO

  A frustração de quem observa o Brasil tem razão de ser. A corrupção atravessa direita, centro e esquerda, e não é fenômeno recente nem episódio passageiro. Quem afirma o contrário insulta a inteligência do brasileiro comum, que paga a conta há gerações. Reconhecer a profundidade do problema, porém, não autoriza a rendição diante dele. Exige, ao contrário, encarar de frente a história, a estrutura e as escolhas institucionais que nos trouxeram até aqui, e construir, a partir desse diagnóstico honesto, uma agenda de reformas que ainda não conseguimos completar. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO
[OPINIÃO] Por que parece não haver caminho? Estado, corrupção e as reformas que ainda nos faltam

16/05/2026 14:08

A frustração de quem observa o Brasil tem razão de ser. A corrupção atravessa direita, centro e esquerda, e não é fenômeno recente nem episódio passageiro. Quem afirma o contrário insulta a inteligência do brasileiro comum, que paga a conta há gerações. Reconhecer a profundidade do problema, porém, não autoriza a rendição diante dele. Exige, ao contrário, encarar de frente a história, a estrutura e as escolhas institucionais que nos trouxeram até aqui, e construir, a partir desse diagnóstico honesto, uma agenda de reformas que ainda não conseguimos completar. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO

  Sem agências, muitos setores estratégicos teriam sido simplesmente transferidos ao mercado sem capacidade estatal equivalente para regular contratos, fiscalizar obrigações, arbitrar conflitos, sancionar abusos e assegurar continuidade dos serviços. A existência das agências não eliminou problemas, mas impediu um vazio regulatório ainda pior.
[COLUNA OPINIÃO] Agências reguladoras são essenciais ao Estado Brasileiro

11/05/2026 11:06

Sem agências, muitos setores estratégicos teriam sido simplesmente transferidos ao mercado sem capacidade estatal equivalente para regular contratos, fiscalizar obrigações, arbitrar conflitos, sancionar abusos e assegurar continuidade dos serviços. A existência das agências não eliminou problemas, mas impediu um vazio regulatório ainda pior.

  O próprio CNPE deveria passar por atualização semelhante. Sua composição atual segue concentrada no Executivo federal, ainda que inclua representantes externos. O Ministério de Minas e Energia lista, entre seus membros efetivos, uma ampla relação de ministros, além de representantes da sociedade civil, academia, estados e do setor energético. A questão não é apenas quem está formalmente previsto, mas quem participa, como decide, com que informação, com que antecedência e com que prestação de contas.  O Brasil precisa de conselhos fortes. Mas força institucional não é concentração opaca de poder. É capacidade de produzir decisões legítimas, técnicas, transparentes e politicamente responsáveis.
[COLUNA OPINIÃO] Conselhos não podem virar carimbos ministeriais

08/05/2026 18:43

O próprio CNPE deveria passar por atualização semelhante. Sua composição atual segue concentrada no Executivo federal, ainda que inclua representantes externos. O Ministério de Minas e Energia lista, entre seus membros efetivos, uma ampla relação de ministros, além de representantes da sociedade civil, academia, estados e do setor energético. A questão não é apenas quem está formalmente previsto, mas quem participa, como decide, com que informação, com que antecedência e com que prestação de contas. O Brasil precisa de conselhos fortes. Mas força institucional não é concentração opaca de poder. É capacidade de produzir decisões legítimas, técnicas, transparentes e politicamente responsáveis.


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