28/06/2026 16:56
Uma tecnologia promissora não torna automaticamente viável qualquer projeto que se anuncie em seu nome. Antes de celebrar investimentos bilionários, é necessário perguntar quem são os controladores, qual o histórico de execução, de onde virá o capital, quais parceiros assumem riscos, quem comprará o produto, como se garantirá energia, transmissão, água, logística portuária e quais são os cronogramas reais de implantação. Artigo na COLUNA OPINIÃO
25/06/2026 11:02
O Brasil é admirado de um jeito que poucas nações conhecem. Somos festejados como o povo mais alegre e mais amistoso do planeta por gente que nunca pisou aqui. Falta apenas decidir se queremos seguir como uma jazida adormecida, encantadora e improdutiva, ou se vamos finalmente erguer a plataforma. O pré-sal cultural está lá. Resta saber se teremos a competência institucional para explorá-lo. Mais, na COLUNA OPINIÃO
25/06/2026 10:44
Brasil precisa parar de desperdiçar vento e sol para contratar térmicas caras. Em outras palavras: deixamos de usar energia limpa que já existe e, em seguida, pagamos mais caro por energia térmica para suprir um problema que, em grande medida, poderia ser tratado com inteligência sistêmica, armazenamento, reforço de rede e gestão da demanda. Mais, na COLUNA OPINIÃO
16/06/2026 08:43
A entrada do trecho ferroviário Natal–Macau na carteira federal de projetos não é apenas uma notícia regional. Ela é a prova concreta de que o Brasil começou, enfim, a sair de uma lógica antiga, centralizadora e paralisante, que por décadas manteve a infraestrutura ferroviária refém de burocracia, indecisão e baixa capacidade de execução. O corredor potiguar foi incluído no novo ambiente de Ferrovias Inteligentes, criado para dar destino econômico a trechos ociosos, subutilizados ou com potencial de reativação. Isso não surgiu por acaso. É consequência direta de uma mudança legal e regulatória que o país levou tempo demais para fazer. Esta mudança significativa no Marco Regulatório das Ferrovias é obra do ex-senador Jean Paul Prates, titular deste espaço. Mais, na COLUNA OPINIÃO.
15/06/2026 08:05
O feito de Musk é extraordinário e merece ser estudado. O que não merece ser aceito sem reflexão é a ideia de que o enriquecimento patrimonial, por si só, represente o ápice desejável de uma sociedade. Riqueza financeira importa. Capital importa. Mercado importa. Mas todos devem servir a uma finalidade maior: produzir desenvolvimento, inovação, autonomia estratégica e melhoria concreta da vida das pessoas. Talvez a pergunta mais importante diante do primeiro trilionário da história não seja como alguém conseguiu acumular tanto patrimônio. A pergunta decisiva é outra: que tipo de sociedade estamos formando quando passamos a admirar mais quem detém ativos do que quem produz a riqueza real que sustenta esses ativos?