08 ABR 2020 | ATUALIZADO 18:52
POLÍTICA
20/02/2020 10:14
Atualizado
20/02/2020 10:25

"Politicagem em torno do meu nome é muito forte", diz Silveira ao Blog da Chris

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“A manobra política foi tão grande que esqueceram até de me notificar da sessão que iria ter o julgamento das contas, para que eu pudesse me defender”, acrescenta o ex-prefeito
Imagem 1 -  Francisco José Junior disse que não tem erro algum nas contas de 2016; Apenas deixou de anexar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que está disponível na internet
Francisco José Junior disse que não tem erro algum nas contas de 2016; Apenas deixou de anexar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que está disponível na internet

Nesta quarta-feira (19), a Câmara Municipal de Mossoró votou pela reprovação das contas do último ano (2016) da gestão do ex-prefeito Francisco José Júnior. Veja abaixo como cada vereador votou.

O blog da Chris entrou em contato com o ex-prefeito, o qual afirmou, de início, que recebeu o resultado com normalidade, mas enalteceu o viés político da decisão, devido a uma forte politicagem que existe contra o nome dele. 

“Recebi o resultado com normalidade. A politicagem em torno do meu nome é muito forte. A prefeita (Rosalba Ciarlini) até hoje não esquece o meu nome, toda hora em evidência”, disse o ex-gestor. 

O ex-prefeito também afirma que não recebeu notificação para sessão que iria julgar suas contas: “A manobra política foi tão grande que esqueceram até de me notificar da sessão que iria ter o julgamento das contas, para que eu pudesse me defender”.   

Quanto às contas, o ex-prefeito disse estar tranquilo, e lembrou que a competência para enviar documentos para o Tribunal de Contas do Estado é da assessoria contábil, não da pessoa do prefeito. 

“As contas que vieram a ser reprovadas pelo Tribunal de Contas não têm nenhuma irregularidade. A única coisa que aconteceu foi que não foram enviadas a Lei de Diretrizes Orçamentaria (LDO) e a Lei Orçamentaria Anual (LOA). Assim, em virtude da falta dessas leis, o TCE não tinha parâmetro para poder analisar. Foi prestado contas e está tudo dentro da legalidade”. 

“Por algum lapso de esquecimento ele (contador) não enviou essa Lei Orçamentaria à época, e como eu estava fora, estudando em Foz do Iguaçu, essa notificação do TCE não chegou a mim, me pedindo a Lei Orçamentária, que poderia até ter sido enviada via e-mail, já que tem na internet”.   

Ainda o ex-prefeito: “Mas, temos outros meios para mostrar, e não temos muita preocupação em relação a isso, porque não houve má fé. O que aconteceu é que eu estava cursando Medicina fora e acabou passando despercebido a questão do endereço. Mas estou tranquilo, o resultado não esperava outro”. 

Silveira também agradeceu aos vereadores que saíram em sua defesa e disse que agora espera que seja esquecido, já que está inelegível. Disse também que está em outro projeto, o de ser médico, e que não tem nenhum projeto politico a médio e longo prazo. 

“Já dediquei 22 anos de minha vida à política, está na hora de assumir novos voos, e realizar um sonho”.


Confira como votaram os vereadores

Votaram pela desaprovação das contas os vereadores governistas Alex Moacir (MDB), Aline Couto, Didi de Arnor (PRB), Emílio Ferreira (PSD), Izabel Montenegro (MDB), Manoel Bezerra (PRTB) e Sandra Rosado (PSDB), além dos vereadores oposicionistas Petras Vinícius (DEM) e Ozaniel Mesquita (PL).

Os votos contrários foram dos vereadores governistas Flávio Tácito (PCdoB), Rondinelli Carlos (PMN) e Zé Peixeiro (PTC), além do vereador João Gentil (Rede).

Abstiveram-se de votar os vereadores Alex do Frango (PMB), Genilson Alves (PMN), Gilberto Diógenes (PT), Maria das Malhas (PSD) e Raério (PSD). Justificaram ausência os vereadores Professor Francisco Carlos (PP), Tony Cabelos (PSD) e Ricardo de Dodoca (Pros). Alegaram que não haviam como votar na matéria, se a relatora Aline Couto ignorou a defesa.


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