26 JUN 2022 | ATUALIZADO 12:59
MOSSORÓ
CEZAR ALVES
03/06/2020 18:42
Atualizado
03/06/2020 18:49

Potiguar é o homem mais velho do mundo a se curar do coronavírus em casa

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Odilon Teodósio da Silva, nascido em 2 de fevereiro de 1914, se curou da Covid-19 sem precisar de atendimento hospitalar. O idoso já havia sobrevivido à Gripe Espanhola, que matou 50 milhões de pessoas no mundo entre 1918 e 1920.
Imagem 1 -  Odilon Teodósio da Silva, nascido em 2 de fevereiro de 1914, é o homem mais velho do mundo a se curar do coronavírus em casa, sem precisar de atendimento hospitalar, em Mossoró. O idoso já havia sobrevivido à Gripe Espanhola, que matou 50 milhões de pessoas no mundo entre 1918 e 1920.
Odilon Teodósio da Silva, nascido em 2 de fevereiro de 1914, é o homem mais velho do mundo a se curar do coronavírus em casa, sem precisar de atendimento hospitalar, em Mossoró. O idoso já havia sobrevivido à Gripe Espanhola, que matou 50 milhões de pessoas no mundo entre 1918 e 1920.
FOTO: CEDIDA

Um sertanejo de 106 anos se curou da Covid-19 sem precisar de atendimento hospitalar no município de Mossoró, no oeste do Rio Grande do Norte.

O poeta Odilon Teodósio da Silva nasceu no dia 2 de fevereiro de 1914, na zona rural do município de Almino Afonso, também na região Oeste do Estado.

Trabalhava com os pais, Pedro Felipe da Silva e Juvina Maria do Espírito Santo, na agricultura, até os 13 anos, quando aprendeu a ler sozinho e foi vender cordel nas feiras livres.

Ainda jovem se mudou para Mossoró, onde teve dificuldades de conseguir emprego, mas, quando conseguiu, passou 60 anos trabalhando como barbeiro no Centro da cidade.

Com a primeira esposa, Amália Maria da Silva, Odilon Teodósio teve 9 filhos. Quando ficou viúvo, casou de novo com Albaniza Maria da Silva e teve outros 12 filhos.

Tem tantos netos, bisnetos, tataranetos que o PORTAL MOSSORÓ HOJE não teve como levantar o número exato. Aos 106 anos, Odilon Teodósio está lúcido.

A história de Odilon Teodósio foi contada pelo saudoso Milton Marques de Medeiros, no programa Mossoró de Todos dos tempos, da TCM, em 2007.

Ao MOSSORÓ HOJE, a neta Cristiane, narrou a rotina de Odilon Teodósio, que pode dizer que sobreviveu a duas pandemias mundiais: a gripe espanhola de 1918 a 1920 e ao coronavírus.

Cristiane disse que o poeta acorda cedo, por volta de 5h30 da manhã. Toma uma vitamina de mamão com ameixa e depois vai tomar sol na calçada de casa e conversar com o povo.

Antes do “caldo da caridade” (caldo de ovo), Odilon Teodósio toma os medicamentos de pressão. Também se trata de diabetes e já fez cirurgia de próstata.

O almoço é precisamente às 11h30. A dieta é a base de arroz, feijão, verduras e adora frango assado e peixe. Não gosta de carnes vermelhas. Sua carne preferida é o frango.

Às 15 horas, ele toma coalhada, comida típica do sertanejo. Às vezes também umas bolachas. A janta é às 18 horas. Os pratos preferidos são sopa e arroz de leite com paçoca.

Antes de dormir, por volta das 21 horas, Odilon Teodósio gosta de tomar um copo de leite. Nas refeições durante o dia, Odilon gosta de bota gostas de limão.

E uma particularidade: sempre que espirra, pede logo para fazer um chá de alho. Isto não pode faltar. “Ele usa isto para não ter gripe e parece que dá certo”, diz Cristiane.


GUERRAS, PANDEMIAS, CRISES FINANCEIRAS E SECAS

Em 1917, Odilon Teodósio tinha apenas 3 anos. Neste ano aconteceu a primeira grande guerra mundial. No ano seguinte foi a gripe espanhola, que matou 50 milhões de pessoas no mundo.

Em 1929, aconteceu da Bolsa de Nova Iorque quebrar e levar a economia mundial junto. A miséria se espalhou pelo Brasil, em especial na região Nordeste, em função da seca.

Na década de 40, já em Mossoró, Odilon Teodósio acompanhou pelo rádio a segunda grande guerra mundial, o fim do governo Getúlio Vargas e depois Juscelino Kubistchek.

Durante o regime militar, que começou em 1964, ele já estava trabalhando de barbeiro no Centro de Mossoró. Lembra da grande cheia de 1974 e seca nos anos 80.

Assistiu na TV o fim do regime militar e pessoalmente testemunhou a cheia no Centro de Mossoró em 1985. Três anos depois o Brasil aprovava sua Constituição Federal.

Odilon Teodósio, aos 106 anos, se deparou com outra pandemia, agora do coronavírus. Tomou os cuidados necessários, mas não teve jeito, terminou contaminado pelo terrível vírus.

O exame realizado no Laboratório Hermes Padini, no dia 27 de maio de 2020, atestou que os incômodos que Odilon Teodósio eram ocasionados pela covid-19.

Neste dia 03 de junho de 2020, Odilon Teodósio retornou ao laboratório para refazer os exames, agora para saber se o vírus mortal já lhe deixou em paz.


OUTROS CASOS RAROS

Além de Odilon Teodósio, só se tem conhecimento de uma pessoa que resistiu a covid-19 aos 106 anos. Foi Conni Titchen, na região Central da Inglaterra, mas no caso ela foi hospitalizada.

Veja AQUI.

Nos Estados Unidos, William Bill Lapschies, de 104 anos, também sobreviveu ao coronavírus. William teve a doença em sua forma moderada e ficou na casa de repouso em Oregon.

Veja AQUI.

Na Itália, Ada Zanusso, de 104 anos, também conseguiu se curar do novo coronavírus sem perder a consciência. Ela foi destaque no Jornal The Sun.

Veja AQUI.

Outro caso de centenário que sobreviveu ao covid19 é a chinesa Zhang Guangfen, de 103. Ela passou seis dias internada no hospital de Wuhan.

Veja AQUI.



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