14 JUL 2020 | ATUALIZADO 12:10
NACIONAL
DA REDAÇÃO E COM INFORMAÇÕES DO DCM
30/06/2020 10:03
Atualizado
30/06/2020 10:04

Por meio de nota, FVG diz que Carlos Alberto Decotelli nunca foi professor da instituição

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Após ter as informações de que teria obtido os títulos de doutor, em universidade da argentina, e pós-doutor, na Alemanha, negadas pelas próprias instituições, a Fundação Getúlio Vargas afirmou que o novo Ministro da Educação também não foi professor de qualquer de suas escolas, o que diverge da informação dada pelo próprio Decotelli quando afirmou ter sido professor da FGV por 40 anos.
Imagem 1 -  Após ter as informações de que teria obtido os títulos de doutor, em universidade da argentina, e pós-doutor, na Alemanha, negadas pelas próprias instituições, a Fundação Getúlio Vargas afirmou que o novo Ministro da Educação também não foi professor de qualquer de suas escolas, o que diverge da informação dada pelo próprio Decotelli quando afirmou ter sido professor da FGV por 40 anos.
Após ter as informações de que teria obtido os títulos de doutor, em universidade da argentina, e pós-doutor, na Alemanha, negadas pelas próprias instituições, a Fundação Getúlio Vargas afirmou que o novo Ministro da Educação também não foi professor de qualquer de suas escolas, o que diverge da informação dada pelo próprio Decotelli quando afirmou ter sido professor da FGV por 40 anos.
FOTO: REPRODUÇÃO

O extenso currículo de Carlos Alberto Decotelli, novo Ministro da Educação de Bolsonaro vem, aos pouco, se desfazendo, devido a inúmeras inconsistências.

Após ter desmentidos os títulos de doutor pela Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, e de pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha, ambos negados pelas próprias instituições, uma nova polêmica envolvendo o ministro vem à tona.

Veja mais:

Novo ministro da educação é novamente desmentido por universidade

Nesta segunda-feira (29), durante entrevista coletiva para esclarecer informações sobre os dois títulos, Decotelli disse ter sido professor da Fundação Getúlio Vargas por 40 anos. No local ele também obteve seu título de mestre, que está sob suspeita de plágio.

Acontece que ao ser questionada sobre a denúncia de plágio, a FGV se manifestou por meio de nota, enviada ao Diário do Centro do Mundo, informando que o ministro concluiu seu mestrado na intuição em 2008, que irá apurar a denúncia, mas que isto só será possível após o retorno das atividades presenciais, visto que estas estão suspensas em virtude da pandemia.

No entrando, a FGV deixou claro que, ao contrário do que afirmou Decotelli, ele nunca foi professor de nenhuma de suas escolas.

“O Prof. Decotelli atuou apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer das escolas da Fundação. Da mesma forma, não foi pesquisador da FGV, tampouco teve pesquisa financiada pela instituição.”, afirmou em nota.

LEIA NOTA ENVIADA AO DCM:

“A FGV se encontra em regime de trabalho remoto, com aulas presenciais suspensas inclusive, desde março de 2020, por força do isolamento imposto pela pandemia do Coronavírus, seguindo determinação das autoridades constituídas, federal, estadual e municipal, em razão do estado de emergência de saúde. O Prof. Decotelli cursou mestrado na FGV, concluído em 2008. Assim, qualquer informação a respeito demandará acesso a arquivos físicos da época pelos respectivos orientadores responsáveis, o que só poderá se dar após o retorno destes a atuação presencial, eis que todos pertencentes ao chamado grupo de risco. Quanto aos cursos de doutorado e pós-doutorado, realizados com outras instituições educacionais, cabe a estas prestar eventuais esclarecimentos e não à FGV, para quem o Prof. Decotelli atuou apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer das escolas da Fundação. Da mesma forma, não foi pesquisador da FGV, tampouco teve pesquisa financiada pela instituição.”


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