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POLÍCIA
16/07/2020 11:11
Atualizado
16/07/2020 11:15

PCRN prende 8 e sequestra R$ 2 milhões em bens de facção criminosa interestadual

As prisões temporárias aconteceram nesta quarta-feira (15), no âmbito da operação “Alligator”, deflagrada na cidade de Natal. A ação tem por objetivo desmantelar uma organização criminosa voltada para o tráfico de drogas interestadual e recuperar bens adquiridos ilicitamente, por meio da lavagem de capitais; Veja nomes dos presos na operação.
Dentre os presos temporários, está Fernando Henrique, mais conhecido como “Fernandinho Lacoste”, suspeito de chefiar a organização criminosa e de juntar sistematicamente, durante vários anos de atuação nesse ramo ilícito, um elevado patrimônio.
FOTO: REPRODUÇÃO

Nesta quarta-feira (15) a Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu 8 mandado de prisão temporária contra suspeitos de integrarem uma organização criminosa voltada para o tráfico interestadual de drogas.

As prisões aconteceram no âmbito da Operação “Alligator”. Também foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, além de mandados de sequestro de imóveis, veículos e cavalo de raça.

De acordo com informações da Polícia Civil, as investigações duraram aproximadamente um ano e tinham como foco desmantelar a organização criminosa e recuperar bens adquiridos ilicitamente, por meio da lavagem de capitais.

A organização se notabilizou pela produção e venda em larga escala de cocaína, que tinha como característica a gravação em sua superfície do símbolo de um jacaré, referência a grife francesa de vestuário “Lacoste”.

Segundo as investigações, essa conduta é típica dos cartéis internacionais de drogas, especialmente no México, onde os traficantes colocam sua “marca” para indicar a origem e a qualidade do entorpecente que produzem e comercializam.

Dentre os presos temporários, está Fernando Henrique, mais conhecido como “Fernandinho Lacoste”, suspeito de chefiar a organização criminosa e de juntar sistematicamente, durante vários anos de atuação nesse ramo ilícito, um elevado patrimônio.

Fernandinho é dono de apartamentos e veículos de luxo, granja, jet ski, quadriciclos e cavalos de raça. Grande parte deste patrimônio foi sequestrado nesta operação, totalizando, aproximadamente, 2 milhões de reais em bens.

Ainda durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um dos imóveis de Fernando Henrique, foi apreendida a quantia de R$ 43 mil reais de dinheiro em espécie.

Ainda segundo as investigações, os demais suspeitos que foram presos tinham variadas tarefas na escala de importância da organização criminosa, desde a realização do comércio direto de drogas, até à gerência operacional e financeira do grupo.

Dos investigados presos provisoriamente, Ronaldo Morais de Oliveira foi preso em flagrante, pelo crime de posse irregular de arma de fogo e Edileide Camilo de Souza foi presa em flagrante por tráfico de drogas.

Um terceiro investigado, Clebert Freire de Araújo, alvo de mandado de busca e apreensão, também foi preso em flagrante pelo crime de posse irregular de arma de fogo.

Foram presos temporariamente: Fernando Henrique Freitas Pereira, mais conhecido como “Fernandinho Lacoste”, Edileide Camilo de Souza, Siro Lira de Medeiros, Ronaldo Morais de Oliveira, Sandro Lira de Medeiros, Edilane Camilo de Souza, Gabriel Darlan Barbosa e Edfranklin do Nascimento.

A Operação “Alligator” foi deflagrada pela Delegacia Especializada em Narcóticos (DENARC), com apoio de outras unidades da Polícia Civil do RN. O nome da operação faz referência o animal usando como símbolo da organização criminosa.


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