30 SET 2020 | ATUALIZADO 18:42
POLÍCIA
04/08/2020 16:13
Atualizado
04/08/2020 17:20

"Tiraram ele de cueca de dentro do quarto e levaram pro muro pra matar!"

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Família do homem que morreu durante operação das Polícias Civil, Militar e Penal, deflagrada nesta terça-feira (4) e Patu e Campo Grande, diz que os policiais invadiram a casa da mãe dele e o arrancaram de casa sem que ele tivesse qualquer reação.
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FOTO: CEDIDA

Na manhã desta terça-feira (4) as polícias Civil, Militar e Penal do Rio Grande do Norte deflagraram a Operação Colheita, voltada ao combate do tráfico de drogas que acontecia na região de Patu.

A Polícia Civil informou que durante a ação, um homem identificado como Robison Felix de Azevedo Lira, de 52 anos, reagiu a abordagem e foi morto em confronto com os policiais.

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No entanto a família dele entrou em contato com a reportagem do MOSSORÓ HOJE e afirmou que Robinson não reagiu. Disse que ele foi levado para o quintal da casa da mãe dele e executado no quintal.

A irmã de Robison, que nós não vamos identificar por questões de segurança, disse que por volta das 5h ouviu os policiais batendo no portão da casa da mãe dela, onde Robison morava.

Ela conta que correu e pediu que eles tivessem calma, pois a mãe dela estava dormindo na casa e também a filha dela que estava operada. Disse que abriria o portão, mas Robison acordou e ele mesmo abriu para os policiais.

“Ele foi e abriu, eles [os policiais] pegaram e tiraram minha mãe de dentro de casa, tiraram a namorada dele, que estava junto com ele, mandaram ela sair, levaram ele para o quintal, colocaram ele de joelho e executaram ele lá”, disse a mulher.

Ela relata que os policiais quebraram todo o quarto de Robison a procura de ilícitos. Segundo ela, a única coisa encontra foi uma faca e um ferro.

Já a polícia civil afirma que na residência os policiais apreenderam: uma arma de fogo tipo revólver calibre .38, numeração raspada, 10 munições intactas calibre 38, duas cápsulas, um facão com lâmina de vestígios de maconha, vários sacos plásticos, um rolo de papel filme, uma balança de precisão, R$ 70 em moedas, um aparelho celular de marca Samsung e dois pedaços de maconha.

Questionada se o irmão já havia sido preso anteriormente, a mulher afirmou que ele já havia respondido por alguns crimes e que a última acusação contra ele datava de cerca de 4 anos atrás.

Segundo ela, no momento Robison não estava envolvido com o crime e foi morto “sem estar devendo”. “Dessa vez não teve droga, não teve arma, não teve nada, nada, nada. Simplesmente eles entraram, pegaram meu irmão, levaram pro quintal e executaram ele de joelho e de cueca, simplesmente”, diz.


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