30 OUT 2020 | ATUALIZADO 19:02
SAÚDE
28/09/2020 09:17
Atualizado
28/09/2020 09:17

Alerta: insuficiência renal é uma consequência da automedicação

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O médico nefrologista Maurício Galvão, explica que os principais fatores que levam à insuficiência renal “podem acontecer em decorrência de outras doenças, como a diabetes, a hipertensão, obesidade, tabagismo, doenças cardiovasculares. Além disso, o uso de medicações sem prescrição médica, como analgésicos e anti-inflamatórios, também podem ocasionar esses quadros clínicos”.
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FOTO: REPRODUÇÃO

A Insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas. A principal função do órgão é remover os resíduos e o excesso de água do corpo e a Doença Crônica Renal leva a uma redução dessa capacidade, por pelo menos três meses.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (2019), a prevalência da doença renal crônica no mundo é de 7,2% para indivíduos acima de 30 anos e 28% a 46% em indivíduos acima de 64 anos. No Brasil, a estimativa é de que mais de dez milhões de pessoas tenham a doença.

Levando em conta esses números, o médico nefrologista do Hapvida Saúde, Dr° Maurício Galvão, explica que os principais fatores que levam à insuficiência renal “podem acontecer em decorrência de outras doenças, como a diabetes, a hipertensão, obesidade, tabagismo, doenças cardiovasculares. Além disso, o uso de medicações sem prescrição médica, como analgésicos e anti-inflamatórios, também podem ocasionar esses quadros clínicos”.

O melhor tratamento é a prevenção, já que essa condição médica é dividida em duas categorias:a insuficiência renal pode ser aguda, quando ocorre súbita e rápida perda da função renal; ou crônica, quando a perda é lenta, progressiva e irreversível.

No caso em que o paciente precisa realizar hemodiálise ele só pode parar o tratamento quando realizar um transplante renal, como afirma o especialista Galvão.

“Esse tratamento vai depender da causa do paciente. Mas, nesse caso de insuficiência renal crônica que não tem cura e o paciente, junto ao seu médico, precisa encontrar alternativas que o permitam viver uma vida normal e a opção é a hemodiálise. Por outro lado, geralmente, a insuficiência renal aguda é tratada por meio da solução do problema que está fazendo com que o rim não funcione corretamente, como uma obstrução nas artérias que levam o sangue para dentro do órgão. Mudanças na dieta e medicamentos são utilizados'', esclarece.

Os casos em que transplante pode ser indicado devem ser avaliados pelo nefrologista, especialista em rins, mas o paciente com doença renal crônica que está nessa situação há meses ou anos que vem perdendo de forma acentuada a função do rim é um candidato a receber o novo órgão.

Essas pessoas transplantadas com apenas um rim, em geral conseguem ter mais de 60% da função normal de ambos órgãos e “isso é mais que suficiente para ter uma vida normal com exercícios físicos e vida social ativa. Os pacientes precisam só tomar cuidados como, por exemplo, tomar a medicação correta prescrita pelo médico para o corpo não rejeitar o órgão transplantado e continuar indo ao especialista para avaliação”, enfatiza o médico do Hapvida Saúde.


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