05 DEZ 2020 | ATUALIZADO 07:49
SAÚDE
20/10/2020 16:45
Atualizado
20/10/2020 16:45

Sesap vai monitorar possíveis casos de infecção pelo coronavírus no RN

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Embora não haja caso confirmado de reinfecção pelo vírus no estado, a secretaria de saúde orientou as unidades a seguir monitorando qualquer paciente que tenha o RT-PCR positivo numa primeira infecção e que após 60 dias apresente qualquer sintoma de síndrome gripal. “Até 90 dias após a primeira infecção é possível encontrar fragmento viral na naso e orofaringe do paciente”, explicou Alessandra Lucchesi, subcoordenadora da Vigilância Epidemiológica
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FOTO: REPRODUÇÃO

Mesmo sem ter nenhum caso confirmado de reinfecção por Covid-19 até o momento, a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde Pública organizou o fluxo de notificação e investigação de possíveis casos de reinfecção pelo SARS-COV-2 no território do Rio Grande do Norte.

Em 24 de agosto deste ano, em Hong Kong, houve a confirmação de um caso de reinfecção pelo vírus, em um indivíduo assintomático, 4 meses e meio após o primeiro episódio sintomático de COVID-19.

Tal confirmação foi realizada após os pesquisadores sequenciaram o genoma das duas amostras virais que infectaram o indivíduo e detectaram que o vírus da segunda infecção era diferente da primeira, confirmando assim a possibilidade de reinfecção pelo SARS-CoV2.

De acordo com Alessandra Lucchesi, subcoordenadora da Vigilância Epidemiológica diante dessa nova perspectiva, recomenda-se o acompanhamento de pacientes COVID-19 por tempo prolongado independente da diminuição dos sintomas.

Também não está autorizado o descarte de amostras positivas para SARS-CoV2, devendo seu armazenamento neste momento ser realizado por prazo indeterminado, tanto as amostras analisadas pelos laboratórios públicos, quanto por laboratórios privados.

“Até 90 dias após a primeira infecção é possível encontrar fragmento viral na naso e orofaringe do paciente. Como até o presente momento nenhum paciente positivou em RT-PCR após 90 dias da data da primeira confirmação de infecção, optamos por ampliar a sensibilidade da rede de vigilância no RN com a investigação de possíveis casos”, esclarece Alessandra Lucchesi.

Nessa perspectiva, qualquer paciente que tenha o RT-PCR positivo numa primeira infecção e que após 60 dias apresente qualquer sintoma de síndrome gripal será investigado para possível caso de reinfecção.

“Esse procedimento só será válido com pacientes que apresentem o diagnóstico com a RT-PCR. Essa investigação consiste na análise tanto dos aspectos clínicos, quanto do genoma do vírus, ou seja da estrutura genética do vírus, para que a gente consiga identificar uma possível reinfecção”, finaliza a subcoordenadora.

Acesse AQUI a Nota Técnica sobre casos de Reinfecção por Covid-19 no Rio Grande do Norte.



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