08 MAI 2021 | ATUALIZADO 18:16
EDUCAÇÃO
ANNA PAULA BRITO
16/04/2021 20:54
Atualizado
18/04/2021 06:58

Irmãos são aprovados em 1º lugar nos cursos de medicina da UERN e da UFERSA

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“Foi uma alegria que inundou o meu coração e o da minha família”, disse Diana Lívia de Sales Lima, de 18 anos, quando descobriu que ela e o irmão, Gildo Luiz de Sales Neto, de 19 anos, haviam sido os primeiros colocados nos cursos mais disputados do Estado. Os dois concluíram o ensino médio em 2021, no IFRN. Esta foi a primeira vez que eles fizeram o Enem para concorrer a uma vaga no SiSU. Ambos já haviam realizado o exame em anos anteriores, mas apenas como treineiros.
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FOTO: CEDIDA/ARQUIVO PESSOAL

Ao abrirem o site do Sistema de Seleção Unificado (SiSU), na manhã desta sexta-feira (16), os irmãos Diana Lívia de Sales Lima, de 18 anos, e Gildo Luiz de Sales Neto, de 19 anos, tiveram uma grande surpresa: ambos foram aprovados na primeira colocação para cursos de medicina.

Diana foi selecionada para a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), enquanto o irmão, Gildo Neto, foi selecionado para a Universidade Federal Rural do Semi-Árido, ambas na cidade de Mossoró.

Os dois concluíram o ensino médio em 2021, no Instituto Federal do Rio Grande do Norte. Esta foi a primeira vez que eles fizeram o Enem para concorrer a uma vaga no SiSU. Ambos já haviam realizado o exame em anos anteriores, mas apenas como treineiros.

Filhos da professora Gledcy Sales Lima e do policial militar Diógenes Lima, eles contam que os pais nunca mediram esforços para proporcionar toda a base e todo o apoio para que eles chegassem a essa aprovação. Os pais, por sua vez, não escondem a alegria pelo feito dos filhos.

“Estamos comemorando agora esse momento, mas foi um percurso que foi planejado ainda na barriga. Fruto de dedicação, esforço, disciplina, uma rotina de estudo bem planejada. Agora estamos colhendo os frutos, né? É muita gratidão a Deus, principalmente”, afirma a mãe dos jovens, Gledcy Sales Lima, no blog de Carlos Santos.

“Um orgulho imensurável. Eles sempre tiveram essa veia para estudo. Nós só fizemos dar o total apoio, corrigimos algumas coisas para ficar tudo nos eixos e estamos colhendo os frutos hoje”, comemorou o pai, Diógenes Lima, no blog de Carlos Santos.

Diana conta a emoção que sentiu ao abrir o sistema e ver que ambos estavam aprovados. “Foi uma alegria que inundou o meu coração e o da minha família. Para ser sincera, não fiquei surpresa, pois as classificações parciais ao longo do processo já davam ótimos indícios de que nós dois passaríamos. Mas, mesmo assim, sempre dá aquele nervosismo”.

Os irmãos nem sempre sonharam em cursar medicina, mas o desejo pelo curso foi se tornando uma realidade durante o ensino médio, conforme relata Gildo Neto.

“Quando eu era mais novo, ficava muito em dúvida entre fazer alguma Engenharia ou Medicina como curso superior, porque sempre gostei tanto da área de Matemática como também da área de Ciências da Natureza. Mas, com o curso técnico em Mecânica que fiz no IF, eu pude ter um conhecimento maior sobre como é um curso na área tecnológica das Engenharias, e cheguei à conclusão de que Medicina era mais interessante para mim. Então, quando eu vi que minha nota no Enem tinha sido boa, eu resolvi arriscar para Medicina” conta.

Já Diana explica que sempre teve uma admiração pelo ofício e sempre foi uma área com a qual ela se identificava quando pensava em futuro, mas foi durante a pandemia e o isolamento social que ela decidiu tentar medicina.

“Tive muito tempo de introspecção para avaliar minhas decisões e, agora que fui aprovada, estou muito contente e satisfeita com a escolha que fiz”.


ENEM EM ANO DE PANDEMIA

Os irmãos estavam concluindo o último ano do ensino médio quando foi decretada a pandemia da Covid-19. Com as aulas suspensas, eles contam que a maior preocupação foi se eles conseguiriam se formar a tempo de realizar o Enem 2020.

“Veio principalmente a preocupação de como nós concluiríamos o nosso ensino médio a tempo. Porque o IF foi paralisado e as aulas só foram retornar, de forma remota, lá para outubro do ano passado. Então, eu ficava muito preocupado com o tempo que nós levaríamos para terminar o Ensino Médio a tempo de nos matricularmos na universidade. Além disso, o fato de ter sido remoto fez com que muitos professores recorressem à metodologia dos seminários, o que acabou ocupando algumas horas da nossa tarde. Então, a gente precisou conciliar o tempo para que desse para dar conta do IF e da preparação para o Enem”, relata Gildo Neto.

Já Diana diz que a maior dificuldade dela foi lidar com as emoções, frente às incertezas que a pandemia trouxe. “A pandemia "pegou" todos nós de surpresa e tornou o futuro ainda mais incerto e o pensamento sobre o amanhã muito angustiante”.

Quanto à rotina de estudos, ela conta que conseguiu se organizar para manter o foco no Enem. “Não tive dificuldade de manter o ritmo, pois já tinha uma rotina de estudos bem estabelecida e uma certa autonomia para o aprendizado, algo que, sem dúvidas, o ensino médio no IFRN me estimulou a desenvolver”.

Gildo ainda reforça que os dois têm muito apoio da família, emocional e financeiro, tendo podido se dedicar totalmente aos estudos, sem precisar trabalhar para ajudar em casa, “coisa que muitos amigos nossos precisaram fazer. Teria sido muito mais difícil conciliar a rotina de estudos para o Enem se tivéssemos começado a trabalhar”.


FORMAÇÃO NO IF

Os irmãos ainda ressaltaram a formação de qualidade que receberam no Instituto Federal do Rio Grande do Norte.

Por possuir um quarto ano de ensino médio para uma formação técnica, o IF ganhou a fama de não preparar os alunos para o Enem, estigma este que Gildo discorda totalmente.

“É verdade que o IF, diferente de muitos colégios particulares, não prepara especificamente para o Enem, já que a principal ideia do IF é formar técnicos. Entretanto, a formação educacional que o IFRN dá é tão ampla e de um altíssima qualidade, que há diversos estudantes que são destaques em olimpíadas de conhecimento nacionais, como as Olimpíadas de Química, de Física, de Matemática, de História, de Geografia e muitas outras. Eu diria que a meta do IF é garantir ao estudante uma formação ampla que seja capaz de abraçar a decisão de futuro que ele quer”, diz.

Diana concorda com o irmão e lembra que todos os anos o Instituto Federal se destaca com grande número de aprovações.

“No IFRN, os alunos desenvolvem uma autonomia formidável, encontram diversas oportunidades de se em envolver em projetos de iniciação científica, estágios, participação em olimpíadas que em muito complementam o aprendizado, professores altamente especializados e muito esclarecidos, dispostos a oferecer todo o suporte para que o aluno atinja seus objetivos, claro, tudo isso com o devido interesse e esforço do estudante. Lá é um mundo de oportunidades e o fato de não existir uma especificidade para o Enem em nada impede a obtenção de ótimos resultados nesta prova”, conclui.


Notas

Posto JP Fevereiro de 2021

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