16 MAI 2022 | ATUALIZADO 18:20
POLÍCIA
ANNA PAULA BRITO
25/01/2022 11:37
Atualizado
25/01/2022 12:10

MP entende legítima defesa e réu é absolvido da morte do irmão, em Mossoró

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O julgamento de Silvio Xavier Ferreira, de 49 anos, aconteceu na manhã desta terça-feira (25), no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins. Agnaldo Xavier Ferreira foi morto no dia 3 de fevereiro de 2007, após ser esfaqueado pelo irmão durante uma discussão. Diante das provas e depoimentos da mãe e da irmã dos dois, a acusação entendeu que o réu agiu em legítima defesa e pediu a absolvição dele, tendo a tese sido acatada pelo corpo de jurados.
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FOTO: ANNA PAULA BRITO

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri Popular de Mossoró, em sua primeira sessão no ano de 2022, decidiu pela absolvição de Silvio Xavier Ferreira, de 49 anos.

O homem foi a júri popular nesta terça-feira (25), sob a acusação de ter matado o irmão dele, Agnaldo Xavier Ferreira, a facadas, no dia 3 de fevereiro de 2007, após uma discussão na casa da mãe deles, localizada no bairro Costa e Silva, em Mossoró.

Veja mais:

Acusado de ter matado o irmão a facadas em Mossoró vai a júri nesta terça (25)


A defesa do réu foi realizada pelo advogado José Carlos de Câmara Santana. Ele defendeu que havia se tratado de legítima defesa, visto que réu e vítima estavam em luta corporal na hora do crime.

Diante das provas e do depoimento da mãe e da irmã do reú e da vítima, a mesma tese foi entendida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

De acordo com o promotor Ítalo Moreira Martins, o réu sempre alegou que o irmão havia o ameaçado com uma faca e que ele havia conseguido tomar o objeto, ferindo Agnaldo no meio da briga.

A mãe e a irmã de ambos, apesar de não estarem no mesmo ambiente na hora do ocorrido, deram depoimento favorável sobre Silvio, afirmando que Agnaldo, por sua vez, era uma pessoa violenta, que já havia ameaçado e agredido várias pessoas da família, inclusive a mãe e o réu.

A mãe dele, inclusive, afirmou que já havia sido ameaçada várias vezes pela vítima, que ela a obrigava a comprar drogas e que a mesma ia por medo do que o filho pudesse fazer.

Com isso, o promotor Ítalo Moreira Martins pediu ao júri a absolvição do réu, tese essa acatada pelos jurados.


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