30 JUN 2022 | ATUALIZADO 18:23
NACIONAL
19/05/2022 09:54
Atualizado
19/05/2022 09:58

“Desmonta a espinha dorsal da infraestrutura energética brasileira”, diz Jean sobre privatização da Eletrobras

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A Eletrobrás é considerada a maior empresa energética da América Latina. Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República em meados do ano passado, a privatização da Eletrobras aguardava uma análise do TCU para ser concluída. Após a validação da desestatização da Eletrobras pelo TCU, o próximo passo é fazer o registro da operação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia federal responsável por fiscalizar o mercado de valores e na Securities and Exchange Commission (SEC) e em seguida, começa uma etapa de apresentações da Eletrobras para potenciais investidores
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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (18), por 7 votos a 1, o modelo de privatização da Eletrobras, estatal considerada a maior empresa energética da América Latina. Esta era a última etapa pendente para que o governo pudesse executar o processo de desestatização da companhia, o que pode ocorrer ainda em 2022.

“Desmonta a espinha dorsal da infraestrutura energética brasileira”, reclama o senador Jean Paul Prates a decisão do TCU para autorizar o Governo Bolsonaro a vender a Eletrobrás.

Jean lembra que para o Congresso autorizar a venda da Eletrobras, a bancada governista junto com o Centrão, colocaram dezenas de “jabutis” na lei para fazer termoelétricas em locais que não tem gás, pasmem agora estes mesmos deputados querem 100 bi dos cofres públicos para fazer um gasoduto para abastecer estas termoeléctricas.

Votaram a favor os ministros Aroldo Cedraz (relator), Benjamin Zymler, Bruno Dantas, Augusto Nardes, Jorge Oliveira, Antonio Anastasia e Walton Alencar Rodrigues. O ministro Vital do Rêgo, que era o revisor do processo, votou contra.

Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República em meados do ano passado, a privatização da Eletrobras aguardava uma análise do TCU para ser concluída. A Corte de contas já havia aprovado, em fevereiro deste ano, a modelagem financeira da desestatização e, agora, validou a forma como a empresa será repassada para controle acionário privado, nos moldes propostos pelo governo federal, por meio da venda de papéis.

Após a validação da desestatização da Eletrobras pelo TCU, o próximo passo é fazer o registro da operação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia federal responsável por fiscalizar o mercado de valores e na Securities and Exchange Commission (SEC), que seria o equivalente à CVM nos Estados Unidos. Isso ocorre porque a Eletrobras possui ações negociadas na bolsa de valores do país norte-americano.

Em seguida, começa uma etapa de apresentações da Eletrobras para potenciais investidores, chamada road show e, por fim, o leilão da companhia é realizado na Bolsa de Valores brasileira (B3), ainda sem data prevista.


Com informações da Agência Brasil

Notas

UNP 27 de junho de 2022

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