Além do Cinturão das Águas e da duplicação da BR 304, o presidente Jair Bolsonaro retirou da lista de prioridades da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a construção da Estrada do Cajueiro (BR 437 ligando Mossoró a Limoeiro do Norte), a conclusão da Reta Tabajara em Macaíba e a recuperação da BR 104 no trecho entre Lajes e Cerro Corá.
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O Cinturão das Águas é um conjunto de obras hídricas anunciado em palanques e em entrevistas pelo ex-ministro Rogério Marinho, candidato a senador, que teria potencial para gerar até 100 mil empregos no Rio Grande do Norte, aproveitando a água de transposição do Rio São Francisco e interligando as Bacias Hidrográficas Piranhas Açu e Apodi/Mossoró.
A duplicação da BR 304 é cobrança antiga do Rio Grande do Norte, que veio ser inserida pela primeira vez no Plano de Investimento do Governo Federal em 2019, quando o senador Jean Paul Prates assumiu. Ele disse que procurou saber em Brasília porque as BRs 101 e 116 haviam sido duplicadas e a BR 304 não. A explicação é que a BR cortava só o RN.
Este argumento foi combatido na Comissão Mista de Orçamento pelo senador Jean Paul e pela primeira a duplicação da BR 304 foi colocada no Plano de Investimento do Governo Federal. Em 2021, o senador Jean conseguiu convencer seus pares a inserir a duplicação desta rodovia na lista de prioridades da LDO, que é a base de elaboração da Lei Orçamentária Anual.
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A BR 437, mais conhecida como Estrada do Cajueiro, é um pleito dos políticos de Mossoró, entre eles Betinho Rosado, há décadas. Pavimenta o trecho entre a comunidade do Jucuri (BR 405) em Mossoró a BR 116, no município de Limoeiro do Norte, no Ceará. Fundamental para retirar o tráfego de carretas pesadas dentro das cidades de Apodi, Itaú, São Francisco do Oeste, Pau dos Ferros, Rafael Fernandes, entre outras, no Oeste do RN.
Já a BR 104, o trecho que foi incluído como prioridade na LDO e que Bolsonaro vetou fica entre as cidades de Lajes e Cerro Corá. Já mais próximo à Natal, na região de Macaíba, foi retirado das prioridades da LDO a conclusão da Reta Tabajara, que está em obras desde 2014. Ao longo dos anos, já parou várias vezes, ora por suspeita de desvios e ora por erros de projeto.