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MUNDO
COM INFORMAÇÕES DO G1
10/08/2023 11:13
Atualizado
10/08/2023 11:13

Facção criminosa assume autoria de ataque que matou candidato à presidência do Equador

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O candidato à presidência Fernando Villavicencio foi assassinado a tiros, ao deixar um comício em Quito, nesta quarta-feira (9). Nove pessoas ficaram feridas no atentado, e seis foram presas. Um dos suspeitos foi morto em uma troca de tiros com a polícia. Em um vídeo divulgado na rede social "X", antigo Twitter, um grupo de homens encapuzados e armados ameaça outro presidenciável. Fernando Villavicencio tinha 59 anos. Além de ser candidato à presidência, era jornalista investigativo, líder sindical e ex-membro da Assembleia Nacional do Equador.
Imagem 1 -  Facção criminosa assume autoria de ataque que matou candidato à presidência do Equador. O candidato à presidência Fernando Villavicencio foi assassinado a tiros, ao deixar um comício em Quito, nesta quarta-feira (9). Nove pessoas ficaram feridas no atentado, e seis foram presas. Um dos suspeitos foi morto em uma troca de tiros com a polícia. Em um vídeo divulgado na rede social "X", antigo Twitter, um grupo de homens encapuzados e armados ameaça outro presidenciável.  Fernando Villavicencio tinha 59 anos. Além de ser candidato à presidência, era jornalista investigativo, líder sindical e ex-membro da Assembleia Nacional do Equador.
Facção criminosa assume autoria de ataque que matou candidato à presidência do Equador. O candidato à presidência Fernando Villavicencio foi assassinado a tiros, ao deixar um comício em Quito, nesta quarta-feira (9). Nove pessoas ficaram feridas no atentado, e seis foram presas. Um dos suspeitos foi morto em uma troca de tiros com a polícia. Em um vídeo divulgado na rede social "X", antigo Twitter, um grupo de homens encapuzados e armados ameaça outro presidenciável. Fernando Villavicencio tinha 59 anos. Além de ser candidato à presidência, era jornalista investigativo, líder sindical e ex-membro da Assembleia Nacional do Equador.
FOTO: REPRODUÇÃO

Uma facção criminosa equatoriana disse ser responsável pelo ataque que assassinou o candidato à presidência Fernando Villavicencio.

Em um vídeo divulgado na rede social "X", antigo Twitter, um grupo de homens encapuzados e armados ameaça outro presidenciável.

Reconhecidos como "Los Lobos", eles são parte de uma facção criminosa considerada a segunda maior do país.

Segundo a rede estatal britânica BBC, cerca de 8 mil pessoas fazem parte do grupo, que é dissidente da facção "Los Cocheros" (braço do Cartel de Sinaloa no Equador).

Envolvidos com tráfico internacional de cocaína, o grupo Los Lobos também esteve envolvido em mortes brutais dentro de presídios no Equador recentemente.

Em maio de 2022, essa facção foi responsável por uma rebelião que deixou 43 mortos em um presídio de Santo Domingo.

Estado de exceção e eleição

Os tiros disparados contra Villavicencio levaram o presidente do Equador, Guillermo Lasso, a decretar estado de exceção. Em pronunciamento nesta madrugada, Lasso garantiu que as eleições presidenciais estão mantidas para o dia 20 de agosto.

O candidato à presidência foi assassinado ao deixar um comício em Quito. Nove pessoas ficaram feridas no atentado, e seis foram presas. Um dos suspeitos foi morto em uma troca de tiros com a polícia.

Fernando Villavicencio tinha 59 anos. Além de ser candidato à presidência, era jornalista investigativo, líder sindical e ex-membro da Assembleia Nacional do Equador.

Violência no país

Nos últimos anos, o Equador enfrenta a violência ligada ao narcotráfico, que, durante o processo eleitoral, resultou na morte de um prefeito e um candidato a deputado, além de ameaças a um candidato à presidência.

A criminalidade no país fez com que a taxa de homicídios dobrasse em 2022, chegando a 25 mortes a cada 100 mil habitantes.

Há cerca de duas semanas, um prefeito foi assassinado no país.

Eleições antecipadas

O Equador irá eleger um presidente, vice-presidente e os 137 parlamentares em 20 de agosto. O presidente Guillermo Lasso dissolveu a opositora Assembleia Nacional, em maio, para pôr fim à "crise política grave e comoção interna".

A dissolução, que deu lugar a eleições gerais antecipadas, ocorreu em meio a um julgamento político para destituir Lasso.


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