22 ABR 2024 | ATUALIZADO 16:20
POLÍCIA
02/03/2024 23:22
Atualizado
02/03/2024 23:30

18º dia de buscas: Tatu e Martelo caminham na direção de uma pista de pouso abandonada

Autoridades descobriram a presença dos dois fugitivos na região através de informações passadas por trabalhadoras rurais e está com a região cercada há três dias; O espaço aéreo também está sendo vigiado dia e noite por drones e pelo menos três helicópteros. Também existem equipes de policiais militares realizando incursões nas fazendas e mata fechada procurando pelos dois fugitivos, que chegam ao décimo oitavo dia de fuga do Presídio Federal de Mossoró.
Autoridades descobriram a presença dos dois fugitivos na região através de informações passadas por trabalhadoras rurais e está com a região cercada há três dias; O espaço aéreo também está sendo vigiado dia e noite por drones e pelo menos três helicópteros. Também existem equipes de policiais militares realizando incursões nas fazendas e mata fechada procurando pelos dois fugitivos, que chegam ao décimo oitavo dia de fuga do Presídio Federal de Mossoró.
Foto: Pedro Cezar

A região que os fugitivos Deibson Cabral Nascimento, o Tatu, de 33 anos, e Rogério da Silva Mendonça, o Martelo, de 35 anos, estão supostamente cercados pela força Tarefa do Ministério da Justiça, composta por mais de 500 homens, helicópteros, viaturas, motos, drones e até cães farejadores, além de milhares de cavernas e frutas, tem uma pista de pouso.

A reportagem do PORTAL MOSSORÓ HOJE, visitou o lugar neste sábado, quando completa 18 dias de buscas aos dois fugitivos. A pista, em ótimo estado de conservação, fica ao lado das ruínas da antiga fazenda Maísa, praticamente dentro da Reserva Nacional da Furna Feia e nas imediações sul dos assentamentos Vila Nova I, II, III, aonde os fugitivos foram vistos.


Para entender os motivos pelos quais é importante reportar a existência desta pista de pouso em perfeito estado de conservação, precisamos primeiro voltar ao dia da fuga, refazer os passos dos criminosos, que estavam presos em isolamento no Presídio Federal de Mossoró e conseguiram escapar misteriosamente na madrugada do dia 14 de fevereiro de 2024.

Os primeiros três dias, os dois foram vistos perambulando pela Serra Mossoró, Rancho da Caça e nas imediações do Presídio Federal, precisamente na comunidade de Riacho Grande. Teria sido nesta comunidade, que a noite do dia 16 para o dia 17, os dois invadiram uma residência, se alimentaram, assistiram TV, viram as redes sociais e fugiram com dois celulares.

Após este episódio, os dois desapareceram. A Força Tarefa passou a realizar buscas num perímetro de até 50 km do Presídio Federal. Passados sete, oito dias, a Polícia descobre que os dois estavam escondidos numa região chamada de Três Vereadas, em Baraúna, distante apenas 1.800 metros do território do Município de Jaguaruana, no Ceará-CE.

Centenas de policiais cercaram a região, inclusive na região do Vale do Jaguaribe, em cidades como Russas, Itaiçaba, além de Jaguaruana. No Rio Grande do Norte, os policiais prenderam o proprietário da casa, Ronaildo da Silva Oliveira, de 38 anos, o Galego, depois que ele prestou depoimento à Polícia Federal duas vezes e entrou em contradição.

Ronaildo Oliveira recebeu R$ 5 mil reais em uma conta bancária, pegou R$ 5mil do caixa da oficina mecânica dele e falou, através de seu advogado, que repassou em mãos aos fugitivos. Além de Guarita, também deu comida e orientação. Suspeitas que teria feito em benefício dos dois fugitivos, tanto é que terminou com a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal.

Os fugitivos Tatu e Martelo conseguiram furar o cerco policial de novo. Dias depois, os dois foram vistos saindo de uma plantação de milho e entrando numa plantação de banana, na região das comunidades de Vila Nova I, II e II, que fica próximo da Reserva Nacional da Furna Feia, onde existe catalogado pelas universidades mais de 20 mil cavernas.

Mas, porque os dois fugitivos, após se distanciaria 30 km do Presídio Federal, se refugiando na Divisa com o Estado do Ceará, teriam voltado cerca 10 km na direção do Presídio Federal, se refugiando na região com muitas frutas e cavernas? A presença da pista de pouso em perfeito estado de conservação nesta região, pode ser explicação.

As autoridades não comentam ao assunto, porém, Tatu e Martelo sabem que não tem como sair de Rio Grande do Norte e voltar para o Estado do Acre, do outro lado do País, de carro, tento tamanha estrutura do Estado Brasileiro (Concentração forças dos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Ceará e Goiás) procurando os dois dia e noite.

Uma saída para os dois fugirem da região, seria de avião, só que as autoridades policiais têm consciência da existência desta pista de pouso e também de um heliporto no local. A vigilância do espaço aéreo é feita por três helicópteros e drones, praticamente 24 horas por dia. Na região, são dezenas de viaturas se reversando nas buscas nas regiões de mata e fazendas, assim como também com bloqueios nas inúmeras vias de acesso.

A reportagem do PORTAL MOSSORÓ HOJE, também esteve dentro do perímetro de buscas aos dois fugitivos, conversou com os moradores e também pode acompanhar de perto o trabalho dos policiais, em barreiras, caçadas na mata e também nas comunidades.


Nas comunidades, o clima é tenso. As famílias temem invasões e os policiais se esforçam para passar a sensação de segurança, inclusive, mantendo viaturas nas comunidades. Cartazes com o contato da polícia foi colado nos prédios públicos e postes, em praticamente toda a região e também na cidade de Baraúna, onde moram a maioria dos trabalhadores destas propriedades.

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