24 JUN 2024 | ATUALIZADO 17:49
ESTADO
10/06/2024 09:04
Atualizado
10/06/2024 09:07

"No contexto da transição energética a atividade petrolífera ainda tem grande papel", diz Fátima

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A governadora do RN, Fátima Bezerra, participou, no sábado (8), Fórum Esfera Brasil , em São Paulo. O evento reuniu as principais lideranças empresariais do país e setores econômicos do governo federal. Na oportunidade, a gestora, que é presidenta do consórcio Nordeste, defendeu a exploração na Margem Equatorial e a reindustrialização da região, além de frisar a importância do Porto-Indústria Verde para o desenvolvimento da cadeia de valor do Hidrogênio verde para o Nordeste.
Imagem 1 -  "No contexto hoje da transição energética a atividade petrolífera ainda tem grande papel a desempenhar”. A governadora do RN, Fátima Bezerra, participou, no sábado (8), Fórum Esfera Brasil , em São Paulo. O evento reuniu as principais lideranças empresariais do país e setores econômicos do governo federal. Na oportunidade, a gestora, que é presidenta do consórcio Nordeste, defendeu a exploração na Margem Equatorial e a reindustrialização da região, além de frisar a importância do Porto-Indústria Verde para o desenvolvimento da cadeia de valor do Hidrogênio verde para o Nordeste.
"No contexto hoje da transição energética a atividade petrolífera ainda tem grande papel a desempenhar”. A governadora do RN, Fátima Bezerra, participou, no sábado (8), Fórum Esfera Brasil , em São Paulo. O evento reuniu as principais lideranças empresariais do país e setores econômicos do governo federal. Na oportunidade, a gestora, que é presidenta do consórcio Nordeste, defendeu a exploração na Margem Equatorial e a reindustrialização da região, além de frisar a importância do Porto-Indústria Verde para o desenvolvimento da cadeia de valor do Hidrogênio verde para o Nordeste.

A governadora do RN, Fátima Bezerra, participou no sábado (8) do Fórum Esfera Brasil , em São Paulo, que reúne as principais lideranças empresariais do país e setores econômicos do governo federal.

Durante sua participação no painel "Brasil na liderança da sustentabilidade Global", ao lado da governadora de Pernambuco Raquel Lira e dos empresários Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS (JBSS3), empresa que é uma das maiores produtoras de proteína animal do mundo, Cristiano Pinto da Costa, presidente da Shell no Brasil e Maurício Metz, diretor industrial da siderúrgica Gerdau.

Questionada sobre a exploração de petróleo na margem equatorial - que compreende o litoral localizado entre o Rio Grande do Norte e o Amazonas - Fátima Bezerra disse que "no contexto hoje da transição energética a atividade petrolífera ainda tem grande papel a desempenhar, inclusive para o desenvolvimento econômico e social gerando emprego, melhorando a renda e contribuindo para incrementar as receitas tributárias através dos royalties. E o meu estado é exemplo disso, quando a cadeia petrolífera é responsável por 30% PIB Industrial do Estado, portanto é inegável que a atividade terá um papel de relevância no processo de reindustrialização do Brasil e do nordeste”.

Fátima acrescentou que "nossa expectativa é que se confirme a exploração de petróleo e gás na margem equatorial iniciando novo ciclo na produção e no desenvolvimento econômico e social sustentável. No Nordeste temos os melhores recursos para produção de energia, inclusive com o incremento da atuação da Petrobras para financiar a transição energética, neste momento que se apresenta como uma importante janela de oportunidades que não deve ser perdida", pontuou.

O presidente da Shell, Cristiano Pinto Costa reforçou as considerações de Fátima de Bezerra e defendeu a utilização simultânea de várias fontes de energia, como vem ocorrendo. Ele reforçou também a avaliação da governadora do RN sobre os dias atuais como grande janela de oportunidades.

Na oportunidade, Fátima também enfatizou a pujança da região nordeste no desenvolvimento de projetos para energias renováveis, e disse que o RN já tem um projeto pronto e estruturante para colocar o estado na liderança da nova fronteira energética global, que é exatamente o projeto do Porto Indústria Verde - elaborado pelo Governo do Estado em conjunto com universidades e em parceria com empresas privadas.

O projeto foi inserido no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e, mais recentemente, foi assinado um acordo de cooperação com o BNDES para o desenvolvimento da modelagem até o lançamento do Edital de concessão que poderá ser através de Parceria Público Privado - PPP.

"O Brasil é o sexto país em produção de energias renováveis. No Brasil o Nordeste produz 90% das renováveis. E ainda temos grande potencial offshore, inclusive para produção de hidrogênio e amônia verdes" enfatizou para citar que "o RN e os estados da região Nordeste se antecipam e estão criando os seus marcos regulatórios, mas falta o nacional que é atribuição do Congresso Nacional", cobrou. Concluindo sua explanação, Fátima registrou: "Neste momento, o mudo volta os olhos para o Brasil, em especial para o Nordeste, diante o imenso potencial para energias renováveis, temos um oportunidade ímpar de promover o desenvolvimento industrial da região"

Fátima ainda acrescentou que o Nordeste não pode e não deve se resumir apenas como um exportador de commodities, mas sim um grande centro pujante industrial para a indústria Nacional baseada na economia verde.

Porto-Indústria Verde

O Porto-Indústria Verde, que recebe a qualificação de “verde” por lidar com produção de energia limpa, é uma estrutura voltada para energia eólica offshore (no mar) e para a produção de outros produtos ligados às energias renováveis, como o hidrogênio verde (H2V) – podendo dar suporte também aos setores da mineração, do petróleo e gás, da fruticultura, do sal e da pesca.

O porto, que já possui um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, realizado em parceria com a UFRN, está orçado em R$5,6 bilhões. Os estudos apontaram o município de Caiçara do Norte, litoral Norte do estado, como a região que melhor responde aos critérios de área para a instalação desse equipamento no Rio Grande do Norte.


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