21 JUL 2024 | ATUALIZADO 13:56
MOSSORÓ
24/06/2024 16:24
Atualizado
24/06/2024 16:24

“É porque deu certo vender arte na praia que o Direito deu certo para mim”

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Priscila Verena, filha de Antônia Fernandes e Dimas Caetano (in memoriam), conseguiu se formar em direito pela Ufersa, graças aos esforços dos pais artesãos. “Algumas pessoas costumam dizer que se não der certo concluir o curso de Direito, vão vender arte na praia, eu já digo que é porque deu certo vender arte na praia que o Direito deu certo para mim. Hoje sou servidora pública do Estado, ‘Agente Socioeducativo’, sinto alegria em ter vindo de onde eu vim”, disse Priscila, que se orgulha de suas origens e externa gratidão por todo cuidado e amor que seus pais lhe entregaram.
Imagem 1 -  “É porque deu certo vender arte na praia que o Direito deu certo para mim”. Priscila Verena, filha de Antônia Fernandes e Dimas Caetano (in memoriam), conseguiu se formar em direito pela Ufersa, graças aos esforços dos pais artesãos. “Algumas pessoas costumam dizer que se não der certo concluir o curso de Direito, vão vender arte na praia, eu já digo que é porque deu certo vender arte na praia que o Direito deu certo para mim. Hoje sou servidora pública do Estado, ‘Agente Socioeducativo’, sinto alegria em ter vindo de onde eu vim”, disse Priscila, que se orgulha de suas origens e externa gratidão por todo cuidado e amor que seus pais lhe entregaram.
“É porque deu certo vender arte na praia que o Direito deu certo para mim”. Priscila Verena, filha de Antônia Fernandes e Dimas Caetano (in memoriam), conseguiu se formar em direito pela Ufersa, graças aos esforços dos pais artesãos. “Algumas pessoas costumam dizer que se não der certo concluir o curso de Direito, vão vender arte na praia, eu já digo que é porque deu certo vender arte na praia que o Direito deu certo para mim. Hoje sou servidora pública do Estado, ‘Agente Socioeducativo’, sinto alegria em ter vindo de onde eu vim”, disse Priscila, que se orgulha de suas origens e externa gratidão por todo cuidado e amor que seus pais lhe entregaram.

Uma história de encher os olhos de lágrimas, daquelas que mexem com nossas emoções. Antônia Fernandes, mais conhecida como Fernanda, se tornou artesã há 40 anos quando conheceu seu esposo Dimas Caetano (in memoriam), um artista que se destacou na cidade por meio da sua arte. Mesmo diante das dificuldades, eles conseguiram criar os filhos sobrevivendo apenas do artesanato.

No ano de 2018, Fernanda teve uma das suas maiores alegrias, quando viu a filha Priscila Verena se formar no curso de Direito pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

“É um orgulho para mim ter minha filha Priscila Verena formada em Direito. Ela começou o curso numa faculdade privada onde tínhamos que ter o dinheiro para pagar a mensalidade, trabalhando na praia e também em frente a uma loja no centro da cidade. No segundo período da faculdade, ela fez uma prova para a faculdade federal e passou. Então no início corremos atrás para pagar os estudos dela. Além disso, também tínhamos que manter a casa”, declarou.

A jovem Priscila nunca se envergonhou de suas origens, pelo contrário, seu coração só externa gratidão por todo cuidado e amor que seus pais lhe entregaram.

“Eu sou muito grata pela influência positiva daquilo que os meus pais foram na minha vida. Eles, como artesãos, num primeiro momento, conseguiram me colocar numa faculdade privada, durante dois semestres, depois consegui uma transferência por meio de processo seletivo para a UFERSA, mas mesmo assim as dificuldades não desapareceram. Algumas pessoas costumam dizer que se não der certo concluir o curso de Direito, vão vender arte na praia, eu já digo que é porque deu certo vender arte na praia que o Direito deu certo para mim. Hoje sou servidora pública do Estado, ‘Agente Socioeducativo’, sinto alegria em ter vindo de onde eu vim”, ressaltou.

Fernanda faz parte dos artesãos que estão no “Polo Cidadela” durante o "Mossoró Cidade Junina" expondo sua arte. Além desse período festivo, ela também participa da Feira de Artesanato “Arte Potiguar” que acontece periodicamente aos finais de semana, no Memorial da Resistência, no Corredor Cultural.

“Estamos participando do Cidadela, da Feirinha de Artesanato que temos agora e que é muito bom. A iniciativa da Prefeitura de formar essa vila de artesão no Corredor Cultural foi muito boa, porque dá para faturarmos um pouco mais”, disse.

“Desde que a Gerência de Turismo assumiu os artesãos de Mossoró, conseguimos estreitar mais as ligações com eles. E nessa afinidade a gente se depara com várias histórias de vida como a de Fernanda. É bom saber que a Prefeitura consegue proporcionar qualificações que vão além dos eventos, vão para a vida. Estamos felizes em poder proporcionar a tantas mulheres a oportunidade de mostrar sua arte, gerando renda e qualidade de vida a elas”, acrescentou o gerente de Turismo, Márcio Takagi.

A história de Fernanda e sua filha Priscila é um exemplo de que acreditar e correr atrás dos sonhos, torna tudo possível. Uma inspiração e uma lição que deve ser seguida.

“A lição que deixo para as pessoas, para as mães é que mesmo que esteja difícil, invista nos seus filhos, corram atrás e não larguem a mão deles que com certeza vai dar certo", pontuou Fernanda.

“Agradeço a Deus pela existência primeiramente, depois pelo sustento através dos meus pais que vem de Deus e felicidade, felicidade extrema. Negra, pobre, favelada, tinha tudo para dar errado, mas estou aqui. O artesanato deu muito certo”, concluiu Priscila.


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