Denunciado por matar a tiros Ivanildo Cabral da Silva, o Chumbrega, no dia 14 de julho de 2024, no conjunto Nova Mossoró, o vigilante Adriano Câmara da Silva Batista, conhecido por Gordin, de 30 anos, foi condenado a 8 anos de prisão.
O julgamento aconteceu na manhã desta quarta-feira, 2, no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, no Conjunto Walfredo Gurgel, em Mossoró-RN, sob a presidência do juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, titular da Primeira Vara Criminal de Mossoró.
Após instaurado o Tribunal do Júri Popular, o juiz presidente, o representante do Ministério Público Estadual, Italo Moreira Martins, defendeu tese de homicídio privilegiado (termo jurídico). Em sua fala, o promotor explicou que a vítima havia provocado a reação do Gordin e do outro acusado do crime, Maiky Mateus Bezerra de Oliveira, quando, um pouco antes, jogou bebida no rosto deles e o ameaçou com uma faca peixeira.
A defesa do advogado Pedro Hamilton basicamente sustentou a mesma tese, tentando, apenas, convencer o corpo de jurados a não votar pelo homicídio qualificado, ou seja, que a vítima havia sido executada sem chance de defesa, mas terminou que os jurados condenaram o réu nos termos pedidos pelo MPRN.
Concluído os debates, o juiz presidente do TJP, Vagnos Kelly, convocou os sete jurados a Sala Secreta para votação. Concluído a votação, Vagnos Kelly fez a dosimetria da pena do réu, deixando em 8 anos de prisão.