O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Barcellar, ligado ao grupo político do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, foi transferido esta semana do Presídio de Segurança Máxima de Brasília para o Presídio Federal de Mossoró-RN.
Rodrigo Barcellar, que também é advogado, foi preso preventivamente em novembro de 2025, por suspeita de participação com o Comando Vermelho. A PF apontou ligação direta do parlamentar com o ex-deputado estadual Thiago dos Santos Silva, o TH Joias.
Entretanto, esta decisão foi desfeita pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Em Março de 2026, o Superior Tribunal Eleitoral cassou o mandato de deputado de Rodrigo Barcellar e, sem o foro do mandato, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou sua prisão.
Na decisão, o ministro destacou que Rodrigo Barcellar teria atuado para obstruir operações da Polícia Federal e colaborar para frustrar o cumprimento de mandados contra o ex-deputado estadual TH Joias, apontado pela PF como braço do Comando Vermelho na política.
Inicialmente, Barcellar foi recolhido ao Presídio de Segurança Máxima do Rio de Janeiro, o Bangu 8, mas, logo em seguida, foi determinado sua transferência para o Presídio de Segurança Máxima de Brasília e esta semana transferido de novo para o Presídio Federal de Mossoró.
Os advogados de Rodrigo da Silva Barcellar dizem que o cliente deles não tem envolvimento com o crime e menos ainda para inibir ou embaraçar qualquer investigação, direta ou indiretamente, ou para proteger e beneficiar organizações criminosas e seus integrantes”.
Em nota, afirmam que está cabalmente provado que Barcellar não possui mínima vinculação com os fatos apurados,s endo certo que a instrução probatória apoiará as conclusões defensivas e comprovará aquilo que há muito bradado”. Diz.