03 SET 2026 | ATUALIZADO 09:34
POLÍTICA
Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
03/09/2026 09:26
Atualizado
03/09/2026 09:26

Ação coordenada por Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho adia PEC da jornada para outubro

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A base governista no Senado adiou a votação da PEC do fim da escala 6x1 para após o primeiro turno das eleições, em outubro, devido à falta de segurança sobre os 49 votos necessários. O adiamento decorreu de uma ação coordenada da oposição liderada pelos senadores Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho, que esvaziou o plenário e inviabilizou a apreciação. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, concordou com a prudência de evitar uma provável derrota, já que as estimativas do governo não garantiam margem segura. Enquanto o projeto propõe jornada de 40 horas, a oposição resiste e defende alternativas baseadas no pagamento por hora trabalhada.
Imagem 1 -  A base governista no Senado adiou a votação da PEC do fim da escala 6x1 para após o primeiro turno das eleições, em outubro, devido à falta de segurança sobre os 49 votos necessários. O adiamento decorreu de uma ação coordenada da oposição liderada pelos senadores Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho, que esvaziou o plenário e inviabilizou a apreciação. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, concordou com a prudência de evitar uma provável derrota, já que as estimativas do governo não garantiam margem segura. Enquanto o projeto propõe jornada de 40 horas, a oposição resiste e defende alternativas baseadas no pagamento por hora trabalhada.
A base governista no Senado adiou a votação da PEC do fim da escala 6x1 para após o primeiro turno das eleições, em outubro, devido à falta de segurança sobre os 49 votos necessários. O adiamento decorreu de uma ação coordenada da oposição liderada pelos senadores Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho, que esvaziou o plenário e inviabilizou a apreciação. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, concordou com a prudência de evitar uma provável derrota, já que as estimativas do governo não garantiam margem segura. Enquanto o projeto propõe jornada de 40 horas, a oposição resiste e defende alternativas baseadas no pagamento por hora trabalhada.
Foto: Beto Barata/ PL

Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta-feira (2). Com isso, a proposta só deve ser votada após o 1º turno das eleições, em outubro.  

"Hoje, houve um movimento bem sucedido da oposição", afirmou o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.  

Em entrevista à imprensa, Randolfe atribuiu a uma "ação coordenada" de oposicionistas - com participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente da República, e do líder da oposição, o também senador Rogério Marinho (PL-RN) - para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6x1. Ponto”, disse.

O líder do governo afirmou que a oposição já havia demonstrado resistência na CCJ, onde houve quatro votos contrários à proposta.

Dos 27 senadores presentes na comissão, quatro registraram votos contrários: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Apesar do registro dos votos, a aprovação da PEC no colegiado se deu de forma simbólica. A última etapa para a aprovação da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores.

A PEC 221/2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.  

A CCJ chegou a aprovar um calendário especial para acelerar a tramitação da proposta, eliminando intervalos regimentais (chamados de interstícios) e permitindo que a matéria pudesse ser votada ainda nesta semana no plenário, em regime de urgência. A inclusão na pauta do plenário depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).  

Ao ser perguntado sobre isso, o líder do governo explicou que Alcolumbre questionou os governistas se havia segurança quanto ao número de votos. Diante da resposta negativa, governo e presidente do Senado consideraram mais prudente não submeter a PEC, que poderia ser derrotada, principalmente por uma provável ausência de senadores para votá-la, o que impediria o alcance do piso mínimo de apoio.

Randolfe Rodrigues afirmou que o governo estimava ter 53 ou 54 votos favoráveis, mas que essa margem não oferecia segurança suficiente para colocar a PEC em votação. O próximo esforço concentrado de votações no Congresso Nacional está previsto para a segunda semana de outubro. 

A reportagem entrou em contato com o senador Rogério Marinho, líder da oposição, para obter uma posição sobre o fato de a PEC não ter sido incluída na votação, mas ainda não teve retorno. Contrário à PEC, Marinho apresentou uma proposta alternativa que mantém a escala 6x1 e a jornada semanal máxima de 44 horas, com a possibilidade de diferentes jornadas de trabalho em negociação direta entre trabalhadores e empregadores. A iniciativa prevê que a remuneração seja calculada de acordo com as horas trabalhadas.

Flávio Bolsonaro também foi procurado para comentar as declarações de Randolfe. Integrante da CCJ, ele estava ausente quando a PEC foi aprovada no colegiado. Nos últimos dias, ele também defendeu a proposta de pagamento por hora trabalhada e evitou dizer como votaria no texto que prevê o fim da escala 6x1.

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