
Aqui está uma revisão do texto para garantir maior clareza, correção gramatical e fluidez jornalística, mantendo intactos o tom e as informações principais:
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, expôs a situação financeira do Estado durante o debate promovido pelo Sistema Tribuna de Comunicação. Um dos pontos mais graves apontados foi a falta de repasses obrigatórios às prefeituras, problema que afeta diretamente os serviços prestados à população.
Durante o confronto de ideias, Allyson citou dados da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), segundo os quais o Governo do Estado acumula uma dívida de R$ 185 milhões com as administrações municipais.
O candidato ressaltou que não se trata de recursos extras ou auxílio financeiro, mas de valores pertencentes por direito constitucional aos municípios, incluindo transferências de ICMS, saúde, Fundeb e outras áreas.
“São recursos obrigatórios, previstos na Constituição. Esse dinheiro está fazendo falta na saúde, na educação, na assistência social e até no pagamento dos servidores municipais”, afirmou Allyson.
Segundo o candidato, a retenção desses valores demonstra como a desorganização financeira do Estado prejudica as cidades e afeta diretamente quem depende dos serviços públicos. Allyson lembrou que enfrentou atrasos constantes nos repasses quando esteve à frente da Prefeitura de Mossoró.
“Eu sofri muito com isso como prefeito. O Governo do Estado atrasava os repasses e tentava levar para as prefeituras o mesmo descontrole que vemos na administração estadual”, declarou.
Allyson também afirmou que o Estado antecipou parte expressiva da arrecadação de ICMS dos meses de agosto e setembro junto a empresários, comerciantes e microempreendedores, mas continua sem regularizar os repasses devidos aos municípios.
Como compromisso de governo, o candidato garantiu que todas as transferências constitucionais serão feitas dentro do prazo, permitindo que os gestores municipais planejem investimentos e mantenham os serviços essenciais funcionando.
“No nosso governo, farei questão de cumprir, religiosamente, aquilo que determina a Constituição. Vamos respeitar os municípios, os prefeitos e, principalmente, o povo do Rio Grande do Norte”, garantiu.
Por fim, Allyson reforçou sua experiência administrativa ao lembrar que deixou Mossoró com nota A na Capacidade de Pagamento (Capag) e mais de R$ 240 milhões no Instituto de Previdência Municipal. O candidato defendeu que esse mesmo modelo de organização fiscal seja aplicado no âmbito estadual.