01 OUT 2026 | ATUALIZADO 10:48
POLÍCIA
01/10/2026 10:48
Atualizado
01/10/2026 10:48

Polícia indicia quatro por desabamento que matou dois em Portalegre (RN)

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Inquérito conclui que reforma em estabelecimento comercial não tinha alvará nem engenheiro responsável; mestre de obras, pedreiros e proprietária do imóvel responderão por duplo homicídio culposo, quando não há intenção de matar, após perícia apontar falhas técnicas agravadas por fatores climáticos.
Imagem 1 -  Inquérito conclui que reforma em estabelecimento comercial não tinha alvará nem engenheiro responsável; mestre de obras, pedreiros e proprietária do imóvel responderão por duplo homicídio culposo, quando não há intenção de matar, após perícia apontar falhas técnicas agravadas por fatores climáticos.
Inquérito conclui que reforma em estabelecimento comercial não tinha alvará nem engenheiro responsável; mestre de obras, pedreiros e proprietária do imóvel responderão por duplo homicídio culposo, quando não há intenção de matar, após perícia apontar falhas técnicas agravadas por fatores climáticos.
Foto: Divulgação.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte concluiu a investigação sobre o desabamento que causou a morte de dois jovens no município de Portalegre, localizado na região oeste do estado. Quatro pessoas foram indiciadas por duplo homicídio culposo, modalidade em que não há a intenção de matar.

O acidente ocorreu no centro da cidade e resultou na morte de José Janderson Alves da Silva, 29 anos, e Wallison Faustino da Silva Rocha, 34 anos. Na ocasião, o prédio passava por reformas estruturais quando parte da edificação ruiu, soterrando as vítimas que estavam no interior do estabelecimento comercial.

De acordo com o relatório final da polícia, a obra vinha sendo executada de forma totalmente irregular. Os elementos técnicos reunidos apontam que a reforma não possuía alvará de execução emitido pela prefeitura e operava sem o acompanhamento de um engenheiro ou técnico habilitado, além de ignorar normas básicas de isolamento e proteção de perímetro.

Laudos periciais de engenharia indicaram que o colapso estrutural foi provocado por uma combinação de fatores: imperícia na execução dos trabalhos, descumprimento de diretrizes de segurança arquitetônica e o impacto das condições climáticas locais no período.

Entre os indiciados estão o mestre de obras que coordenava os serviços, dois pedreiros que executavam a reforma e a proprietária do imóvel, responsabilizada civil e criminalmente por contratar a equipe sem a devida assistência técnica legal.

Com o encerramento do inquérito policial, o caso foi formalmente encaminhado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN). Caberá ao órgão ministerial avaliar as provas técnicas e os depoimentos colhidos para decidir se oferece denúncia formal à Justiça contra os investigados.

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