
Uma rota de tráfico internacional de drogas com origem na Colômbia, que abastecia o Nordeste a partir de um porto cearense, é o principal alvo da Operação Delphinus, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte nesta quarta-feira (7). De acordo com as investigações, os entorpecentes vindos do país vizinho entravam no Brasil pelo porto de Icapuí (CE) e seguiam por terra até o município de Alexandria (RN), que funcionava como o centro logístico e de distribuição para toda a região do Alto Oeste potiguar.
A ofensiva interestadual cumpriu 11 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão, além de prender duas pessoas em flagrante. As ordens judiciais foram executadas simultaneamente em quatro municípios do Rio Grande do Norte (Alexandria, Pilões, Baraúna e Bento Fernandes), no Ceará e no estado de São Paulo, evidenciando a grande ramificação geográfica do grupo.
O nome da operação faz alusão ao termo em latim para golfinho. Segundo a polícia, o animal era prensado nos tabletes de droga vindo da rota colombiana, funcionando como uma espécie de "marca registrada" ou selo de controle de qualidade da organização criminosa.
Além do comércio de substâncias ilícitas, o inquérito aponta que o grupo utilizava o alto poder financeiro obtido com o tráfico internacional para exercer domínio social e territorial sobre a população local. Os recursos eram reinvestidos na manutenção da estrutura armada e no custeio de outras práticas ilegais na região.
Com a ação, a polícia tenta estrangular o fluxo logístico e financeiro do grupo na divisa com o Ceará. Todos os detidos foram encaminhados às delegacias locais e transferidos para o sistema prisional, onde aguardam a manifestação da Justiça. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, e a Polícia Civil pede o apoio da população por meio do canal anônimo Disque Denúncia (181).