
O mandato do senador Styvenson Valentim e a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) anunciaram a construção de um Centro de Diagnóstico e Tratamento de Doenças Raras e Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de uma casa de apoio para pacientes com câncer em tratamento em Mossoró (RN).
A estrutura será erguida em uma área de 8 mil metros quadrados, no terreno da antiga Escola Estadual Professora Margarida Maria de Sousa, no bairro Abolição III. A escola foi desativada pelo Governo do Estado e o terreno, cedido por 20 anos à Associação de Apoio aos Portadores com Câncer de Mossoró e Região (AAPCMR).
Com a cessão do terreno, o médico oncologista Cure Medeiros, representante da LMECC e da AAPCMR, buscou o apoio do mandato do senador Styvenson Valentim, em Brasília (DF). O senador concordou com a iniciativa e iniciou as tratativas para a liberação de recursos. A previsão inicial de investimento é de R$ 34 milhões, valor assegurado pelo parlamentar.
Cure Medeiros explicou que, atualmente, para diagnosticar uma doença rara, é necessário enviar amostras de sangue para a Região Sul do Brasil, onde é realizado o sequenciamento genético. Esse processo eleva consideravelmente os custos, que podem chegar a R$ 12 mil, a depender da patologia.
O médico destacou que o centro será o primeiro do Rio Grande do Norte e pioneiro na Região Nordeste. A unidade atenderá a população de Mossoró e municípios dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba, abrangendo uma população estimada em quase 20 milhões de habitantes.
Segundo o especialista, o diagnóstico precoce possibilita um tratamento adequado, prevenindo sequelas e óbitos. Ele também ressaltou a importância de identificar e iniciar o acompanhamento correto para crianças com TEA. “O prédio terá três blocos, sendo um para doenças raras, outro para TEA e o terceiro para a casa de apoio ao paciente”, destacou.
“O que a gente está fazendo aqui já existe em São Paulo, em Brasília e no Rio Grande do Sul. Acho que não tem no Nordeste”, observou o senador Styvenson Valentim durante visita ao terreno em 15 de agosto de 2026. Segundo ele, o tratamento e o diagnóstico para TEA e doenças raras são caros, o que penaliza as pessoas que não têm condições financeiras.
O senador afirmou ainda que as doenças raras deixaram de ser um mistério nas regiões Sudeste e Sul, mas continuam representando um alto custo no Nordeste, o que dificulta o acesso de pacientes mais humildes à medicina preventiva. “Eu fico feliz quando vejo a Liga em Mossoró expandindo seus atendimentos para outras áreas, porque eles têm qualidade e certamente farão um belíssimo trabalho”, disse.
O senador lembrou que já mantém uma parceria com a Liga em Mossoró para a construção de um grande hospital oncológico, considerado um dos maiores do estado, com um investimento superior a R$ 130 milhões. As obras estão em andamento no terreno do antigo hospital Duarte Filho, em frente à Praça dos Hospitais, com previsão de conclusão para os próximos dois anos.