
Uma força-tarefa integrada entre as polícias Civil e Militar, com custeio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi desencadeada em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, com o objetivo de frear uma escalada recente nos índices de violência letal. Denominada Operação Protetor, a iniciativa completa sua primeira semana de atividades focada no patrulhamento ostensivo e em investigações direcionadas a organizações criminosas.
De acordo com o delegado Alex Vagner, da Divisão de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIVIPEO/RN), o reforço operacional é uma resposta direta a um cenário epidemiológico de violência na segunda maior cidade do estado. “É uma operação custeada pelo Ministério da Justiça e Governo Federal em conjunto com o Governo do Estado destinada ao combate aos homicídios e também às facções criminosas em Mossoró. A gente está tendo um incremento do número de homicídios nesse ano de 2026 aqui em Mossoró e essa operação vem reforçar o contato policial”, explicou o delegado.
A mobilização alterou a rotina dos distritos policiais e aumentou o contingente nas ruas, especialmente nos pontos considerados prioritários pelas agências de inteligência. “A gente tem cerca de 24 policiais civis por dia a mais na cidade de Mossoró investigando facções criminosas e também realizando diligências ostensivas nas ruas de investigação”, pontuou Vagner.
Articulação e Resultados
O desenho tático da operação prevê uma divisão de tarefas e horários estratégicos entre as forças de segurança. Enquanto a Polícia Militar ampliou a saturação de áreas vulneráveis, a Polícia Civil se concentra na coleta de provas e no cumprimento de mandados.
“A Polícia Militar também está nessa operação, também está com reforço de policial e a gente tem mapeado alguns bairros, principalmente aqueles que têm o maior número de homicídios para que a gente tente conter essa alta de homicídios e também combater as facções criminosas”, detalhou o titular da DIVIPEO.
Segundo o balanço preliminar divulgado pela coordenação da força-tarefa, o primeiro ciclo de sete dias — iniciado na sexta-feira da semana passada — já contabiliza capturas significativas na região, inclusive fora do perímetro urbano de Mossoró.
“A operação começou na sexta da semana passada, então a gente está completando aí a primeira semana de ciclo. A gente teve uma prisão ontem, um latrocida aqui em Mossoró. Teve uma prisão em Patu ontem também. Hoje já tivemos uma operação de um roubo também ocorrido dentro dessa operação protetor”, afirmou Vagner.
Presença Noturna
As autoridades locais enfatizam que o foco das ações ostensivas se concentra nas faixas horárias de maior vulnerabilidade criminal. O monitoramento contínuo busca desarticular tribunais do crime e disputas territoriais ligadas ao tráfico de drogas.
“Durante todos os dias da semana a gente está em ações ostensivas principalmente no período noturno e de madrugada na cidade de Mossoró para evitar os homicídios e durante o dia a gente já tem um contingente policial também elevado”, ressaltou o delegado.
Para a polícia, o sucesso e a continuidade do programa dependem diretamente do canal de denúncias e da colaboração das comunidades locais, que são as principais afetadas pela violência. “A população que é que sente o peso da atuação desses homicídios e das facções criminosas é essencial”, concluiu Alex Vagner.