26 OUT 2026 | ATUALIZADO 23:32
POLÍTICA
25/10/2026 22:33
Atualizado
25/10/2026 22:46

Com diferença de apenas 32.625 votos, Cadu é novo govenador do RN

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Cadu de Lula, nome que adotou para concorrer as eleições, as quais venceu com os votos das pequenas e médias cidades, como Apodi, Pau dos Ferros e Caicó, apesar dos prefeitos destas cidades estarem pedindo votos para Allyson Bezerra. E Allyson perdeu a campanha mesmo tendo vencido nos três maiores municípios do Estado: Natal, Mossoró e Parnamirim.
Imagem 1 -  Cadu de Lula, nome que adotou para concorrer as eleições, as quais venceu com os votos das pequenas e médias cidades, como Apodi, Pau dos Ferros e Caicó, apesar dos prefeitos destas cidades estarem pedindo votos para Allyson Bezerra. E Allyson perdeu a campanha mesmo tendo vencido nos três maiores municípios do Estado: Natal, Mossoró e Parnamirim.
Cadu de Lula, nome que adotou para concorrer as eleições, as quais venceu com os votos das pequenas e médias cidades, como Apodi, Pau dos Ferros e Caicó, apesar dos prefeitos destas cidades estarem pedindo votos para Allyson Bezerra. E Allyson perdeu a campanha mesmo tendo vencido nos três maiores municípios do Estado: Natal, Mossoró e Parnamirim.

O cenário político do Rio Grande do Norte consagrou Carlos Eduardo Xavier (PT), amplamente conhecido como Cadu de Lula, como o novo governador do estado. Com 100% das urnas apuradas no segundo turno realizado neste dia 25 de outubro de 2026, Cadu superou seu principal adversário, Allyson Bezerra (União Brasil), em uma das disputas mais equilibradas e polarizadas da história recente do estado. O petista obteve 50,77% dos votos válidos (totalizando 1.073.024 votos), enquanto Allyson encerrou a corrida com 49,23% (1.040.399 votos).

O perfil do novo chefe do executivo estadual

Aos 48 anos, Cadu de Lula chegou ao comando do Estado do Rio Grande do NOrte traçando uma trajetória atípica: disputou um cargo eletivo pela primeira vez. Engenheiro de computação e mestre em Engenharia de Produção pela UFRN, Cadu construiu sua carreira técnica como auditor fiscal de carreira concursado da Secretaria de Estado da Tributação.

Sua projeção para a política partidária se deu nos bastidores da gestão pública, tendo atuado por anos como secretário da Fazenda do estado durante os governos de Fátima Bezerra. A forte ligação com o legado administrativo da ex-governadora e a expressiva chancela do presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiram o tom de sua identidade política — explicitada inclusive pelo nome adotado nas urnas.

A dinâmica da campanha: nacionalização e polarização

A campanha ao governo potiguar foi marcada pela forte nacionalização do debate político e pela divisão de blocos ideológicos claros.

A Estratégia da Continuidade: Cadu posicionou-se como o candidato do campo progressista e popular, defendendo a consolidação e a continuidade das políticas sociais e fiscais implementadas nos oito anos anteriores de governos de Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte.

Contando com a forte presença de lideranças nacionais e atos de peso ao lado do presidente Lula, a campanha focou em ressaltar a solidez técnica e a estabilidade fiscal obtidas durante a sua gestão à frente da Secretaria da Fazenda, muito embora na reta final da campanha apareceram fortes indícios de descontrole financeiro na gestão estadual, com problemas sérios na Saúde, Segurança, e até abastecimento de viaturas.

A oposição e o debate ideológico: Do outro lado, Allyson Bezerra buscou capitanear o descontentamento e construir uma frente ampla de oposição, tentando afastar a disputa dos palanques nacionais de polarização. Dizia que estava candidato para resolver os problemas do Rio Grande do Norte, que estava preparado para dialogar tanto com o presidente Lula, como qualquer outro que fosse eleito, entre os quais Flávio Bolsonaro (Lula venceu).

No entanto, a estratégia da campanha petista consistiu em colar a imagem do adversário Allyson ao espectro político conservador de Flávio Bolsonaro, forte oposição ao governo federal, tensionando o debate em torno de visões opostas para o futuro do estado. Cadu também insistiu do começo ao fim da campanha em levantar desconfianças de que seu adversário teria desviado recursos da Saúde de Mossoró. 

Allyson Bezerra, por sua vez, focou numa campanha mostrando problemas crônicos na saúde, na infraestrutura, na educação do Estado e buscando mostrar, que o que fez como prefeito de Mossoró, poderia ser aplicado para resolver os problemas do Rio Grande do Norte. Conseguiu apoio dos colégios eleitorais dos três maiores municípios do Rio Grande do Norte: Natal, Mossoró e Parnamirim, mas perdeu nos municípos de pequeno e médio porte, como Apodi, Pau dos Ferros e Caicó, mesmo com o apoio dos prefeitos destas cidades. 

Nas redes sociais, Allyson Bezerra divulgou vídeo agradecendo os mais de um milhão de votos que lhe foi confiado. Disse que ligou para Cadu e o parabenizou pela vitória e lhe desejou uma grande gestão.

 A virada e o desfecho nas urnas

O resultado final refletiu a alta competitividade da corrida eleitoral. No primeiro turno, Cadu havia saído atrás em uma margem extremamente estreita, registrando 36,16% dos votos válidos ante 36,94% de Allyson — uma diferença de pouco mais de 15 mil votos que impôs um ritmo intenso de mobilização para a etapa decisiva.

No segundo turno, a articulação política na reta final e a consolidação dos apoios regionais permitiram ao candidato do PT reverter o quadro. Com a confirmação da vitória matemática de Cadu de Lula, o Partido dos Trabalhadores garantiu a manutenção de seu reduto estratégico no Nordeste, assegurando que a legenda continue governando quatro estados na região.

A vitória coroa a transição de um técnico de bastidores para o comando máximo do executivo estadual, impondo ao novo governador o desafio de unir o Rio Grande do Norte após um pleito profundamente disputado.

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