26 SET 2021 | ATUALIZADO 13:50
ECONOMIA
Da redação / Agências Econômicas
20/05/2016 13:07
Atualizado
14/12/2018 02:42

IPCA-15 tem maior alta para maio em 20 anos

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No acumulado dos cinco primeiros meses do anos, o IPCA-15 registra inflação de 4,21%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice somou 9,62%
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A inflação brasileira acelerou mais do que o esperado e registrou o maior nível para maio em 20 anos, quando em 1996 o índice ficou em 1,32%, voltando a ganhar força no acumulado em 12 meses, reforçando a ideia de que o Banco Central não deve reduzir os juros básicos tão cedo.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do país, subiu 0,86 por cento em maio, ante avanço de 0,51 por cento em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20).

No acumulado dos cinco primeiros meses do anos, o IPCA-15 registra inflação de 4,21%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice somou 9,62%, avançando em relação aos 9,34% acumumulados até abril.

As maiores influência para o resultado mensal do IPCA-15 vieram de alimentos e remédios, que juntos contribuíram com 0,48% para índice e responderam por 56% da taxa do mês. Os preços dos remédios subiram 6,50% em maio como reflexo do reajuste de 12,50% que está em vigor desde o início de abril. Com isso o grupo Saúde e Cuidados Pessoais registrou a variação mais alta, de 2,54%, no período.



Alimentação e Bebidas, com importante peso sobre a renda das famílias, avançou 1,03%. Embora represente alívio sobre a alta de 1,35% em abril, o grupo teve o segundo maior impacto sobre o IPCA-15 do mês.

Outros preços monitorados continuaram pressionando a inflação. A taxa de água e esgoto, item do grupo habitação (0,99%), também se destacou entre as principais contribuições, com 0,13 ponto percentual, vindo logo após os remédios. A alta atingiu 9,03% no mês, sob pressão da variação de 35,93% na região metropolitana de São Paulo, que encerrou os incentivos para a redução de consumo de água.

Dos nove grupos que compõem o IPCA-15, apenas dois desaceleraram: alimentos (de 1,35% para 1,03%) e transportes (de 0,18% para -0,30%). Além da alta de habitação, também houve taxas maiores em artigos de residência (de 0,28% para 0,55%), vestiário (de 0,49% para 0,72%), saúde e cuidados pessoais, este por causa dos remédios (de 1,32% para 2,54%), despesas pessoais (de 0,36% para 0,81%), educação (de 0,15% para 0,29%) e comunicação (de -0,96% para 1,26%).

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 14 de abril a 13 de maio (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de março 13 de abril (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

Com a recessão econômica que assola o país, a expectativa é de que a inflação desacelere, porém ainda termine este ano acima do teto da meta do governo, como mostra a pesquisa Focus do Banco Central, que aponta alta do IPCA de 7,00 por cento.

Notas

Posto JP - Maio de 2021

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