22 NOV 2019 | ATUALIZADO 20:23
POLÍCIA

Mãe é acusada de envenenar e matar filho de 9 anos em Fortaleza

Antes de envenenar o filho Lewdo Ricardo, de 9 anos, Cristiane Coelho teria pesquisado no Google "como envenenar uma pessoa com chumbinho?
Da redação
20/04/2015 08:36
Atualizado
13/12/2018 19:53
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Imagem 1 -  Mãe é acusada de envenenar e matar filho de 9 anos em Fortaleza
Reprodução

Após cinco meses de investigação, a Polícia Civil de Fortaleza (CE) concluiu que Cristiane Coelho, 41 anos, ex-mulher do subtenente Francilewdo Bezerra, deve ser responsabilizada pela morte do próprio filho Lewdo Ricardo, de 9 anos, e por tentar matar o ex-marido.

Logo após a morte do filho, Cristiane teria montado o cenário do crime para transferir a culpa dela para o então marido Francilewdo Bezerra. Cristiane planejou matar o marido e o filho envenados para ir viver com o amante Edilson Barros, em Recife (PE), inclusive fazendo uso do seguro de vida do casal.

Para o plano parecer completo, Cristina postou na rede social do marido Francilewdo Bezerra (via celular) uma mensagem como se fosse tirar a própria viva e levar o filho mais velho junto com ele (matar), alegando ciúmes da mulher (no caso, ela).

A intenção assassina de Cristiane Coelho, segundo o delegado Wilde Brito, não deu certo. A criança morreu e Francilewdo Bezerra resistiu as doses de veneno colocada por Cristiane Coelho (tomou banho, se perfumou, vestiu babydool) para ele tomar em taças de vinho.

No início da investigação, o delegado Wilder Brito aceitou a encenação de Cristiane Coelho, chegando a prender o subtenente Francilewdo Bezerra.

Concluído as investigações, houve a reviravolta no caso.

O delegado descobriu, que na verdade, Cristiane Coelho é quem deveria ser responabilizada pelo homicídio monstruoso, no caso, triplamente qualificado contra o próprio filho, que foi envenenado com chumbinho no sorvete de morango (o preferido do garoto).

Assim como concluiu que deveria também ser responsabilizada criminalmente por tentativa de homicidio contra o então marido Francilewdo Bezerra.

Após o ato criminoso, que teria sido minusiosamente planejado, Cristiane Coelho foi viver com o amante em Recife, tendo levado o outro filho do casal com ela.

De acordo com a Polícia, no dia 10 de novembro de 2014, Cristiane realizou várias pesquisas sobre “como envenenar uma pessoa com chumbinho”. Ela também já havia pesquisado no dia 29 de outubro, duas semanas antes, sobre “veneno para ratos”.

A polícia acredita que Cristiane Coelho quis matar o filho por ele apresentar um grau de autismo elevado e sem progresso, o que poderia ser um peso para sua vida futura com o amante. A tentativa de assassinato do marido ocorreu para incriminá-lo e, assim, ela se livrar da culpa. Dessa forma, Cristiane ainda ficaria com a pensão do marido, além do seguro de vida.

De acordo com o Código Penal, por se tratar um homicídio qualificado, Cristiane pode pegar de 12 a 30 anos de prisão, em regime fechado, por cada crime. O tempo da pena pode aumentar de acordo com os agravantes.

“A história que ela queria contar era que o marido teria feito isso (crime) por ciúmes ao amante”, explicou Wilder Brito, delegado do caso. A polícia suspeita da participação de outras pessoas no crime, já que Cristiane se comunicava bastante pelo celular. Uma das mensagens foi para seu amante Edilson Barros, que mora no Recife, momentos antes do crime.

O Fantástico, deste domingo, 19, mostrou o caso. Cristiane Coelho foi de fato viver com o amante em Recife e de fato levou o segundo filho do casal com ela. O marido dela, que ela tentou matar envenenado, sobreviveu. Francilewdo Bezerra disse ao Fantástico que apagou e só lembra ter acordado na UTI do Hospital. Defende tese de condenação e prisão para a ex-mulher e pede a Justiça a guarda do segundo filho mais novo do casal, que está com a mãe em Recife.

O delegado Wilder Brito disse na reportagem que está concluindo a investigação indiciando Cristiane Coelho, pedindo a prisão preventiva dela a Justiça do Ceará.

O CRIME

Na tarde do dia 11 de novembro de 2014, a Cristiane teria solicitado ao marido que fizesse compras, e se aproveitou dos itens comprados para executar o plano.

No momento de preparação, após a chegada de Francilewdo em casa, Cristiane pegou o chumbinho (veneno para rato) e colocou no sorvete de morango, o preferido de Lewdinho.

Simultaneamente, esmagou remédio psicotrópico para dar ao marido. Ainda pediu para o filho mais novo, que sempre dormia com o mais velho, ir para o quarto de casal, deixando Lewdinho sozinho para que ele não visse o irmão morrer.

Segundo apurou a polícia, Cristiane tomou banho, se perfumou, vestiu babydool e ofereceu vinho ao marido com veneno. Aos poucos, depositou chumbinho nas doses para que o marido não percebesse.

Ao contrário da história contada por ela, expõe Wilder Brito, Cristiane não tomou medicamentos na noite do crime, e assistiu a tudo que aconteceu, inclusive realizando ligações. Após esperar um tempo, ela ligou para a polícia, contando que seu marido havia agredido-a.

Segundo o delegado, Cristiane teria se autoflagelado para demonstrar a veracidade de sua história. Wilder ressaltou que ela nunca apresentou laudos médicos, além de ter protelado bastante a investigação.


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