24 SET 2020 | ATUALIZADO 18:36
Retratos do Oeste
14/02/2015 19:40
Atualizado
13/12/2018 02:10

O que assusta os delegados que investigam homicídios em Mossoró

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Constatação indica que qualquer cidadão pode ser vítima de atiradores em Mossoró há qualquer hora do dia
Imagem 1 -  O que assusta os delegados que investigam homicídios em Mossoró

A motivação dos crimes de assassinatos ocorridos em Mossoró, e não foram poucos, assusta os delegados da Delegacia de Homicidios de Mossoró, Rafael Arraes e Liana Aragão.

O número de homicidios em Mossoró de 2006 ao início de 2015 mostra que o temor dos delegados tem sentido. Até 2005, a média de homicídios em Mossoró era 30 por ano. Hoje estamos na casa dos 180.

Quando acontece um homicidio, a mídia imediatista (blogs e radialistas) apontam logo que a vítima é envolvida com drogas e quem certamente esta foi a razão pela qual perdeu a vida.

Porém, na realidade, quando os policiais civis chegam aos autores do crime, encontram outra situação bem diferente, bem mais banal. Tão banal, que realmente assusta.

Assusta porque se matam um pai de família como o carteiro Marcos Roberto da Silva, de 36, só porque ele olhou para os assassinos, Diego Caio da Costa Cousa, 21, e Hudson Natanel de Lima Oliveira, 22.

O primeiro é conhecido por "Rei do Crime" e o segundo de "Magrão". Depois de receber a olhada do vizinho, teve uma pequena discussão (tá olhando o que?), foram em casa, se armaram e mataram o carteiro.

Marcos Roberto morava na Vila José Joaquim, bairro Bom Jardim, em Mossoró, foi morto a tiros a queima roupa às 18h do dia 14 de agosto de 2014, quando chegava em casa do trabalho.

Em sua grande maioria das quase duas centenas de Tribunais de Júri Popular que acompanhei em 2014 se tratava de homicidios ou tentativas de homicidios, quase todos vinganças por motivos banais.

E não deveria assustar só a delegada, mas toda a população, considerando que qualquer um, independente da classe social, pode ser vítima de homicidio em Mossoró, a exemplo do que aconteceu com Marcos Roberto.

Este é o retrato da região Oeste.

Rápidas

Reservatório pequeno, missão enorme

O nível da Barragem de Santa Cruz, em Apodi, já se aproxima de 30% de sua capacidade e nada de inverno chegar. O Estado investe quase três centenas de milhões em infra-estrutura e adutoras para abastecer as cidades do Alto Oeste e Mossoró com água deste reservatório, que tem capacidade para armazenar 600 milhões de metros cúbicos de água e está secando rapidamente em função das secas sucessivas.

Exemplo de como deve ser

O promotor Silvio Brito propôs e a Justiça aceitou destinar recursos de penas pecuniárias dos processos que tramitam na Apodi para construir uma Cadeia Pública Descente (já inaugurada) e para ajudar o pecuarista conhecido por Jesus a alimentar quase seis centenas de jegues retirados das rodoviais pelas Policias Rodoviária Federai e Estadual nos últimos doze meses. Os outros deveriam seguir o mesmo exemplo!

Desmoralizando a justiça

O entra e sai de gestores na prefeitura de Baraúna termina por desmoralizar o Poder Judiciário, tanto eleitoral como a justiça comum nas esferas estadual e federal. Na estadual, porque as acusações de desvios de recursos públicos são gravíssimas e estas não são apuradas e se são ninguém sabe os resultados. Na Justiça Federal, é porque muitos dos recursos que ninguém viu o destino eram dinheiro federal, destinado para programas sociais importantes a sociedade baraunense. A Justiça Eleitoral, diante de tudo, dispensa comentários.

Notas

AME

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