25 MAI 2026 | ATUALIZADO 08:55

OPINIÃO

  A ideia de um conselho para minerais críticos é correta. Lítio, grafita, níquel, cobre, terras raras, nióbio e outros minerais associados à transição energética, à economia digital, à indústria de defesa, à agricultura de precisão e à eletromobilidade não podem ser tratados apenas como bens minerários comuns. São recursos estratégicos. Exigem visão de Estado, coordenação interministerial, diplomacia econômica, política industrial, financiamento, ciência, tecnologia e integração com estados, universidades e setor privado.
[OPINIÃO] Conselhos não podem virar atalhos contra agências reguladoras

06/05/2026 18:45

A ideia de um conselho para minerais críticos é correta. Lítio, grafita, níquel, cobre, terras raras, nióbio e outros minerais associados à transição energética, à economia digital, à indústria de defesa, à agricultura de precisão e à eletromobilidade não podem ser tratados apenas como bens minerários comuns. São recursos estratégicos. Exigem visão de Estado, coordenação interministerial, diplomacia econômica, política industrial, financiamento, ciência, tecnologia e integração com estados, universidades e setor privado.

  O mercado privado resolveu o problema? A nosso ver, resolveu o problema estratégico dos Estados Unidos. O Brasil, dono da base geológica, ficou na posição de fornecedor de território, minério e licença ambiental. Não é uma tragédia isolada, nem cabe demonizar a empresa compradora ou os vendedores. A operação é legítima, sofisticada e coerente com os interesses de quem a estruturou. O problema é outro: o Brasil ainda não dispõe de um instrumento empresarial equivalente para defender, coordenar e capturar valor em cadeias minerais críticas. Mais, na COLUNA OPINIÃO
[OPINIÃO] Terras raras: o Brasil precisa de uma estatal moderna, não de improviso

05/05/2026 18:57

O mercado privado resolveu o problema? A nosso ver, resolveu o problema estratégico dos Estados Unidos. O Brasil, dono da base geológica, ficou na posição de fornecedor de território, minério e licença ambiental. Não é uma tragédia isolada, nem cabe demonizar a empresa compradora ou os vendedores. A operação é legítima, sofisticada e coerente com os interesses de quem a estruturou. O problema é outro: o Brasil ainda não dispõe de um instrumento empresarial equivalente para defender, coordenar e capturar valor em cadeias minerais críticas. Mais, na COLUNA OPINIÃO

  Criar uma empresa de capital misto para minerais críticos não é estatização. É a resposta brasileira, tardia, a um jogo que os outros já começaram há anos. Os críticos da intervenção estatal dirão que o mercado privado resolve. A Serra Verde responde esse argumento com precisão cirúrgica: resolveu, sim. Resolveu a soberania dos Estados Unidos. Os EUA têm o CHIPS Act e o IRA. A União Europeia tem o Critical Raw Materials Act. A China estruturou sua cadeia ao longo de três décadas, com paciência e estratégia de Estado. O Brasil ainda debate se deve agir.
A Geopolítica das Terras Raras Chegou ao Brasil. Estamos Preparados?

22/04/2026 11:01

Criar uma empresa de capital misto para minerais críticos não é estatização. É a resposta brasileira, tardia, a um jogo que os outros já começaram há anos. Os críticos da intervenção estatal dirão que o mercado privado resolve. A Serra Verde responde esse argumento com precisão cirúrgica: resolveu, sim. Resolveu a soberania dos Estados Unidos. Os EUA têm o CHIPS Act e o IRA. A União Europeia tem o Critical Raw Materials Act. A China estruturou sua cadeia ao longo de três décadas, com paciência e estratégia de Estado. O Brasil ainda debate se deve agir.

  A empresa que domina o fundo do oceano como nenhuma outra no mundo deve se converter em braço auxiliar de um setor que já é plenamente capitalizado e competitivo?  A Petrobras foi construída para abrir fronteiras tecnológicas e operacionais onde o investimento privado, por natureza, hesita: águas ultraprofundas, pré-sal, soluções avançadas de perfuração, produção, reinjeção e processamento que hoje são referência global.
[COLUNA OPINIÃO] Petrobras: a empresa que domina o fundo dos oceanos

14/04/2026 22:57

A empresa que domina o fundo do oceano como nenhuma outra no mundo deve se converter em braço auxiliar de um setor que já é plenamente capitalizado e competitivo? A Petrobras foi construída para abrir fronteiras tecnológicas e operacionais onde o investimento privado, por natureza, hesita: águas ultraprofundas, pré-sal, soluções avançadas de perfuração, produção, reinjeção e processamento que hoje são referência global.

  Os acontecimentos desta semana no Oriente Médio deixaram de ser apenas mais um episódio de instabilidade regional. Estamos diante de um potencial ponto de inflexão histórico no sistema energético global.  A escalada do conflito envolvendo o Irã, impulsionada por decisões estratégicas equivocadas dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump, produziu efeitos que vão muito além do objetivo imediato de reposicionamento geopolítico. Mais na COLUNA OPINIÃO
[COLUNA OPINIÃO] A guerra no Irã e o ponto de inflexão da era do petróleo

06/04/2026 08:47

Os acontecimentos desta semana no Oriente Médio deixaram de ser apenas mais um episódio de instabilidade regional. Estamos diante de um potencial ponto de inflexão histórico no sistema energético global. A escalada do conflito envolvendo o Irã, impulsionada por decisões estratégicas equivocadas dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump, produziu efeitos que vão muito além do objetivo imediato de reposicionamento geopolítico. Mais na COLUNA OPINIÃO


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