06/05/2026 18:45
A ideia de um conselho para minerais críticos é correta. Lítio, grafita, níquel, cobre, terras raras, nióbio e outros minerais associados à transição energética, à economia digital, à indústria de defesa, à agricultura de precisão e à eletromobilidade não podem ser tratados apenas como bens minerários comuns. São recursos estratégicos. Exigem visão de Estado, coordenação interministerial, diplomacia econômica, política industrial, financiamento, ciência, tecnologia e integração com estados, universidades e setor privado.
05/05/2026 18:57
O mercado privado resolveu o problema? A nosso ver, resolveu o problema estratégico dos Estados Unidos. O Brasil, dono da base geológica, ficou na posição de fornecedor de território, minério e licença ambiental. Não é uma tragédia isolada, nem cabe demonizar a empresa compradora ou os vendedores. A operação é legítima, sofisticada e coerente com os interesses de quem a estruturou. O problema é outro: o Brasil ainda não dispõe de um instrumento empresarial equivalente para defender, coordenar e capturar valor em cadeias minerais críticas. Mais, na COLUNA OPINIÃO
22/04/2026 11:01
Criar uma empresa de capital misto para minerais críticos não é estatização. É a resposta brasileira, tardia, a um jogo que os outros já começaram há anos. Os críticos da intervenção estatal dirão que o mercado privado resolve. A Serra Verde responde esse argumento com precisão cirúrgica: resolveu, sim. Resolveu a soberania dos Estados Unidos. Os EUA têm o CHIPS Act e o IRA. A União Europeia tem o Critical Raw Materials Act. A China estruturou sua cadeia ao longo de três décadas, com paciência e estratégia de Estado. O Brasil ainda debate se deve agir.
14/04/2026 22:57
A empresa que domina o fundo do oceano como nenhuma outra no mundo deve se converter em braço auxiliar de um setor que já é plenamente capitalizado e competitivo? A Petrobras foi construída para abrir fronteiras tecnológicas e operacionais onde o investimento privado, por natureza, hesita: águas ultraprofundas, pré-sal, soluções avançadas de perfuração, produção, reinjeção e processamento que hoje são referência global.
06/04/2026 08:47
Os acontecimentos desta semana no Oriente Médio deixaram de ser apenas mais um episódio de instabilidade regional. Estamos diante de um potencial ponto de inflexão histórico no sistema energético global. A escalada do conflito envolvendo o Irã, impulsionada por decisões estratégicas equivocadas dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump, produziu efeitos que vão muito além do objetivo imediato de reposicionamento geopolítico. Mais na COLUNA OPINIÃO