20 SET 2026 | ATUALIZADO 15:32

OPINIÃO

  O Brasil não deve aceitar o falso dilema entre homologar integralmente contratos questionados ou enfrentar apagão. Segurança elétrica exige reserva de capacidade, mas também exige competição real, neutralidade tecnológica, transparência, menor custo sistêmico e respeito ao consumidor.  O consumidor brasileiro não pode pagar por muitos anos por uma solução que talvez não seja a mais barata, nem a mais eficiente, nem a mais compatível com a matriz renovável que o próprio Brasil construiu. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO
[OPINIÃO] Segurança elétrica não pode ser cheque em branco

21/05/2026 06:32

O Brasil não deve aceitar o falso dilema entre homologar integralmente contratos questionados ou enfrentar apagão. Segurança elétrica exige reserva de capacidade, mas também exige competição real, neutralidade tecnológica, transparência, menor custo sistêmico e respeito ao consumidor. O consumidor brasileiro não pode pagar por muitos anos por uma solução que talvez não seja a mais barata, nem a mais eficiente, nem a mais compatível com a matriz renovável que o próprio Brasil construiu. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO

  A frustração de quem observa o Brasil tem razão de ser. A corrupção atravessa direita, centro e esquerda, e não é fenômeno recente nem episódio passageiro. Quem afirma o contrário insulta a inteligência do brasileiro comum, que paga a conta há gerações. Reconhecer a profundidade do problema, porém, não autoriza a rendição diante dele. Exige, ao contrário, encarar de frente a história, a estrutura e as escolhas institucionais que nos trouxeram até aqui, e construir, a partir desse diagnóstico honesto, uma agenda de reformas que ainda não conseguimos completar. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO
[OPINIÃO] Por que parece não haver caminho? Estado, corrupção e as reformas que ainda nos faltam

16/05/2026 14:08

A frustração de quem observa o Brasil tem razão de ser. A corrupção atravessa direita, centro e esquerda, e não é fenômeno recente nem episódio passageiro. Quem afirma o contrário insulta a inteligência do brasileiro comum, que paga a conta há gerações. Reconhecer a profundidade do problema, porém, não autoriza a rendição diante dele. Exige, ao contrário, encarar de frente a história, a estrutura e as escolhas institucionais que nos trouxeram até aqui, e construir, a partir desse diagnóstico honesto, uma agenda de reformas que ainda não conseguimos completar. Veja mais NA COLUNA OPINIÃO

  Sem agências, muitos setores estratégicos teriam sido simplesmente transferidos ao mercado sem capacidade estatal equivalente para regular contratos, fiscalizar obrigações, arbitrar conflitos, sancionar abusos e assegurar continuidade dos serviços. A existência das agências não eliminou problemas, mas impediu um vazio regulatório ainda pior.
[COLUNA OPINIÃO] Agências reguladoras são essenciais ao Estado Brasileiro

11/05/2026 11:06

Sem agências, muitos setores estratégicos teriam sido simplesmente transferidos ao mercado sem capacidade estatal equivalente para regular contratos, fiscalizar obrigações, arbitrar conflitos, sancionar abusos e assegurar continuidade dos serviços. A existência das agências não eliminou problemas, mas impediu um vazio regulatório ainda pior.

  O próprio CNPE deveria passar por atualização semelhante. Sua composição atual segue concentrada no Executivo federal, ainda que inclua representantes externos. O Ministério de Minas e Energia lista, entre seus membros efetivos, uma ampla relação de ministros, além de representantes da sociedade civil, academia, estados e do setor energético. A questão não é apenas quem está formalmente previsto, mas quem participa, como decide, com que informação, com que antecedência e com que prestação de contas.  O Brasil precisa de conselhos fortes. Mas força institucional não é concentração opaca de poder. É capacidade de produzir decisões legítimas, técnicas, transparentes e politicamente responsáveis.
[COLUNA OPINIÃO] Conselhos não podem virar carimbos ministeriais

08/05/2026 18:43

O próprio CNPE deveria passar por atualização semelhante. Sua composição atual segue concentrada no Executivo federal, ainda que inclua representantes externos. O Ministério de Minas e Energia lista, entre seus membros efetivos, uma ampla relação de ministros, além de representantes da sociedade civil, academia, estados e do setor energético. A questão não é apenas quem está formalmente previsto, mas quem participa, como decide, com que informação, com que antecedência e com que prestação de contas. O Brasil precisa de conselhos fortes. Mas força institucional não é concentração opaca de poder. É capacidade de produzir decisões legítimas, técnicas, transparentes e politicamente responsáveis.

  A ideia de um conselho para minerais críticos é correta. Lítio, grafita, níquel, cobre, terras raras, nióbio e outros minerais associados à transição energética, à economia digital, à indústria de defesa, à agricultura de precisão e à eletromobilidade não podem ser tratados apenas como bens minerários comuns. São recursos estratégicos. Exigem visão de Estado, coordenação interministerial, diplomacia econômica, política industrial, financiamento, ciência, tecnologia e integração com estados, universidades e setor privado.
[OPINIÃO] Conselhos não podem virar atalhos contra agências reguladoras

06/05/2026 18:45

A ideia de um conselho para minerais críticos é correta. Lítio, grafita, níquel, cobre, terras raras, nióbio e outros minerais associados à transição energética, à economia digital, à indústria de defesa, à agricultura de precisão e à eletromobilidade não podem ser tratados apenas como bens minerários comuns. São recursos estratégicos. Exigem visão de Estado, coordenação interministerial, diplomacia econômica, política industrial, financiamento, ciência, tecnologia e integração com estados, universidades e setor privado.


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