25 MAI 2026 | ATUALIZADO 20:44
MOSSORÓ
Da redação
02/08/2017 10:41
Atualizado
13/12/2018 18:06

Assistente de mecânico é condenado a 13 anos de prisão por botar menor para matar inimigo

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Vitor Botinha, 22 anos, foi condenado pelo assassinato de David Rodrigo da Silva. Em maio de 2016, Vitor levou um adolescente na oficina da vítima e ordenou que matasse David; Ele assistiu ao crime e deu fuga ao atirador.
Imagem 1 -  Assistente de mecânico é condenado a 13 anos de prisão por botar menor para matar inimigo
O Tribunal do Júri Popular, em Mossoró, condenou nesta quarta-feira (02), o mecânico Marcos Vitor da Silva, de 22 anos, o "Vitor Botinha", a 13 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de David Rodrigo da Silva, o "Dacola". O crime aconteceu em 3 de maio de 2016, no bairro Aeroporto II, motivado por vingança. Dacola teria ameaçado Botinha.

Conforme a decisão, dada pelos sete jurados que formaram o Conselho de Sentença, Vitor Botinha pegou 12 anos de prisão por homicídio qualificado e 1 e 4 meses de prisão por usar um adolescente para efetuar o crime contra a vítima.

Os trabalhos foram coordenados sob à presidência do juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros. A acusação ficou por conta do promotor de justiça Ítalo Moreira Martins; e a defesa pelo advogado Abraão Dutra Dantas. O julgamento começou às 10h no Fórum Municipal Silveira Martins.

Segundo consta no processo, o réu levou o adolescente numa moto até uma oficina de motos onde a vítima estava no bairro Aeroporto II e lá assistiu ao crime e deu fuga ao atirador.

Durante a instrução processual, o réu Vitor Botinha admitiu que Dacola havia tentado mata-lo meses antes. Este teria sido o motivo do crime. No local da ocorrência, a vítima Dacola ainda tentou correr, mas foi alcançado e assassinado. 

Segundo consta no processo, o réu Vitor Botinha tem antecedentes criminais, inclusive seria ele o autor de outro homicídio. Ele também responde por assalto e tráfico de drogas. Familiares da vítima Dacola relataram que ele se queixava que estava sendo ameaçado pelo acusado.

Teve testemunha que relatou que no momento do crime, o adolescente que executou Dacola ficava gritando que era do PCC que alí se tratava de um acerto de contas. Vitor Botinha e o adolescente, quando ouvidos pela Justiça, negaram o crime.

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