30 JUL 2026 | ATUALIZADO 14:22
POLÍCIA
30/07/2026 14:19
Atualizado
30/07/2026 14:19

MPF denuncia organização criminosa que movimentava milhões com contrabando de cigarros

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Em pouco mais de um ano, foram apreendidos R$ 14 milhões em produtos, que também abasteciam Paraíba e Pernambuco. As investigações revelaram que o grupo aproveitava a menor fiscalização em áreas de salinas – entre os municípios de Porto do Mangue e Macau - para desembarcar cargas de cigarros contrabandeados, vindos em embarcações provenientes do exterior.
Imagem 1 -  Em pouco mais de um ano, foram apreendidos R$ 14 milhões em produtos, que também abasteciam Paraíba e Pernambuco. As investigações revelaram que o grupo aproveitava a menor fiscalização em áreas de salinas – entre os municípios de Porto do Mangue e Macau - para desembarcar cargas de cigarros contrabandeados, vindos em embarcações provenientes do exterior.
Em pouco mais de um ano, foram apreendidos R$ 14 milhões em produtos, que também abasteciam Paraíba e Pernambuco. As investigações revelaram que o grupo aproveitava a menor fiscalização em áreas de salinas – entre os municípios de Porto do Mangue e Macau - para desembarcar cargas de cigarros contrabandeados, vindos em embarcações provenientes do exterior.
Foto: Polícia Federal

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia à Justiça Federal do Rio Grande do Norte contra 11 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa pelos crimes de contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro. O grupo utilizava o litoral norte potiguar como porta de entrada para cargas ilegais que abasteciam não só o estado, mas também Paraíba e Pernambuco.

A denúncia é resultado da Operação Karkinos, realizada em novembro de 2025 pelo MPF e Polícia Federal, com apoio da Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal. O esquema contava com núcleos de logística, contatos internacionais e segurança armada. Entre os denunciados estão empresários, motoristas e até um policial militar.

As investigações revelaram que o grupo aproveitava a menor fiscalização em áreas de salinas – entre os municípios de Porto do Mangue e Macau - para desembarcar cargas de cigarros contrabandeados, vindos em embarcações provenientes do exterior. O desembarque ocorria durante a maré cheia (preamar) para facilitar a entrada dos barcos maiores nos canais de difícil acesso.

Os maços eram transportados em caminhões acompanhados por integrantes da quadrilha, em veículos leves à frente, atuando como “batedores”, monitorando a presença da polícia nas estradas. Os cigarros eram armazenados em depósitos em municípios como Riachuelo e São Paulo do Potengi, no interior potiguar, e Algodão de Jandaíra, na Paraíba, antes de serem enviados para outros pontos de comercialização, utilizando rodovias federais e estaduais.

O MPF baseou a denúncia em diversas provas – incluindo a análise de torres de celular (ERBs) - que confirmaram o deslocamento simultâneo dos suspeitos durante os crimes, além das informações obtidas a partir de diversos flagrantes ocorridos entre agosto de 2024 e novembro de 2025, principalmente em Natal e Mossoró. Os flagrantes resultaram na apreensão de mais de 3,4 milhões de maços de cigarros contrabandeados, avaliados em aproximadamente R$ 14 milhões.

Crimes - O MPF denunciou os acusados pelos crimes de integrar organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/13), contrabando qualificado (art. 334-A, § 1º, incisos II, IV e V, e § 3º do Código Penal) e lavagem de capitais (art. 1º, § 1º, II, § 2º, I, e § 4º da Lei nº 9.613/1998).

Ação Penal nº 0001271-68.2026.4.05.8403

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