25 JAN 2022 | ATUALIZADO 17:11
SAÚDE
Cezar Alves
12/03/2015 14:20
Atualizado
13/12/2018 21:16

Polícia é acionada para retirar 15 famílias que moram debaixo de fios da Chesf

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Prefeito Francisco José Junior designa Secretário de Planejamento para se reunir com os moradores que serão desalojados pela Justiça e encontrar um lugar para eles

A Policia Militar foi acionada pela Justiça para retirar pelo menos 15 famílias que moram em baixo da linha de alta tensão da Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco, no Conjunto Wilson Rosado, zona oeste de Mossoró. Muitas das famílias moram no local há mais de duas décadas.

O despejo das famílias está previsto de acontecer por oficiais de Justiça às 5h da manhã desta sexta-feira, 13. Em contato com o MOSSRÓ HOJE, alguns moradores contaram que não tem como sair do local por não ter para onde ir.

Eles confirmaram que a questão é antiga e o processo já transitou em julgado, ou seja, não tem mais como recorrer. Porém, demonstraram não compreender o teor da decisão judicial para que saiam do local até a manhã desta sexta-feira, 13.

Na decisão está escrito que os moradores (cerca de 160 residências), devem ser evacuadas porque o terreno pertence a Chesf e por ser uma área de risco.

O vigilante Divalci Soares de Lima, de 57 anos, disse que mora no lugar há mais de 20 anos. Reconhece que no início algumas pessoas da Chesf realmente passaram nas casas recomendando sair por ser terreno da Chesf e de risco.

Quando perguntado se tinha medo de morar em baixo de cabos de alta tensão que, na hipótese de cair, causaria uma tragédia, Divalci Soares disse que na verdade se um cabo cair, tudo se desliga na Estação Elétrica que fica próximo. “Eles disseram isto”, diz.

Na prática, MOSSORÓ HOJE apurou que faltando menos de 12 horas para iniciar a evacuação das casas por determinação da justiça ainda não existe qualquer mobilização por parte dos moradores. Estão em suas casas tranquilamente.

 

Prefeitura busca diálogo com as famílias para encontrar uma solução

Não por falta de aviso ou de tentativa de buscar soluções. Nesta quarta-feira, 11, o secretário de Planejamento, Josivan Barbosa, disse que foi ao local a mando do prefeito Francisco José Junior para buscar uma saída viável no diálogo.

Josivan Barbosa disse que realmente não existe como os familiares ficarem no local pelas razões alegadas pela Chesf. Esperam as famílias compreendam estes fatos. Quanto ao destino das famílias, o secretário apresenta duas opções.

A primeira seria deslocar as famílias das casas para o conjunto Santa Júlia, que fica perto do Abolição V. A segunda opção, que seria mais demorado, consiste na Prefeitura alugar casas para as famílias de baixa renda que não teria como alugar sua própria casa.

É o caso de Maria de Fátima de Melo. Ela mora numa pequena casa de taipa junto com outras 7 pessoas. Disse que nem tem para onde ir e nem tem como ir. “Não sei o que fazer”, diz Maria de Fátima enquanto lava roupas e estende num varal no quintal.

Outra moradora que visivelmente não reúne condições de alugar um local para ficar, é Maria Jesus Pascoal. Ela disse que junto com o marido Antônio Soares tomam remédio controlado e não resta muitos recursos para manter a casa. Moram também numa casa de taipa pequena ao lado de Maria de Fátima de Melo.

O secretário Josivan Barbosa, do Planejamento, destacou que neste final de tarde de quinta-feira, 12, vai se reunir novamente com os moradores que estão sendo despejados pela Justiça, desta vez em seu gabinete e de lá só vão sair com uma definição de onde vão ficar a partir desta sexta-feira.

"Vamos analisar o cadastro de cada um, pois sabemos que tem famílias que serão desalojadas que tem condições para se mudar para outra casa e tem familias de baixa renda que realmente precisa de ajuda. Vamos está junto destas famílias", destaca o secretário.

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