07 JUL 2020 | ATUALIZADO 08:45
SAÚDE
Da redação
13/08/2015 11:29
Atualizado
14/12/2018 08:27

Chegou em óbito , explica diretor do HRTM sobre idosa

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O diretor do Hospital Regional Tarcísio Maia, Jarbas Mariano, concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (13) sobre o caso da idosa

O diretor do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) Jarbas Mariano explicou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (13), que a idosa Maria Íris Soares, de 74 anos, chegou a unidade hospitalar já sem vida, e não veio a óbito no chão da enfermaria como foi divulgado pelas redes sociais nesta quarta-feira (12).

Jarbas Mariano contou que a idosa chegou ao hospital numa rede, tendo sido levada por uma vizinha. Esta vizinha, conforme o diretor, percebeu que Maria Irís há muito tempo não abria a porta de casa e foi lá averiguar e ao arrombar a porta percebeu que ela estava desmaiada.

O diretor completa que, a vizinha fez o pedido de socorro ao SAMU e antes da ambulância chegar, com ajuda de vizinhos, colocou a Maria Íris em uma rede, levou para o carro e a socorreu para o HRTM. Na Unidade de Pronto Atendimento, a paciente chegou sem respiração e foi colocada numa cadeira de rodas, por não existir maca desocupada.

Já em óbito, a senhora foi levada para a sala de vacinas, onde não existe maca. A aposentada precisava de um trabalho (manobra) de reanimação urgente e este não podia ser feito na cadeira. Como não haviam macas disponíveis, o médico colocou-a no chão e fez os procedimentos de reanimação.

"Essas manobras deveriam ter sido realizadas pela equipe do Samu ainda na casa dela, como ela veio com essa vizinha, numa rede, o médico aqui foi que teve que fazer, um ato que qualquer médico iria ter que fazer numa tentativa de reanimar a paciente", explica Jarbas Mariano.

O diretor Jarbas Mariano explicou que a situação enfrentada nos últimos dias no HRTM é atípica. "É a consequencia de mais de 70 dias de greve dos servidores da saúde. Esta superlotação é uma das consequências", destaca o diretor, lembrando que há poucos dias comprou 14 macas.

Mesmo assim, foi insuficiente para atender a demanda de atendimentos que apareceram de domingo para quarta-feira. Outra questão comentada pelo diretor geral do HRTM, foi sobre o abastecimento da farmácia. Segundo ele, esteve realmente faltando, mas hoje o cenário não é igual. Faltam apenas medicamentos pontuais.

Sobre a estrutura física do prédio, para ampliar número de leitos clínicos e UTI adulto, assim como UTI Pediátrica, Jarbas Mariano destacou que a obra já foi vistoriada por técnicos do Tribunal de Contas do Estado e também da Infra-estrutura, a quem tem por obrigação corrigir erros do projeto e tocar a obra.

Todo o processo de reestruturação do Hospital Regional Tarcísio Maia, assim como a reestruturação do Hospital Maternidade Almeida Castro, está sendo acompanhado de perto pela Comissão de Direitos Humanos. O presidente Diego Tobias disse que são visíveis as melhores nas duas unidades.

Revoltante

O advogado Diego Tobias, da Comissão de Direitos Humanos, procurou o diretor geral do HRTM para cobrar explicações sobre a fotografia divulgada nas redes sociais de uma senhora estendida no chão, possivelmente morta. "Ele informou que a foto foi feita e divulgada pelos grevistas", destaca. É inaceitável e é preciso responsabilizar quem fez tamanha agressão a família desta senhora. Já no início da tarde, a família de Maria Iris falou que iria processar os veículos de comunicação que divulgarem a cena.

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