26 JUN 2022 | ATUALIZADO 12:59
NACIONAL
AGÊNCIA O GLOBO
28/01/2019 17:19
Atualizado
28/01/2019 17:30

Tragédia de Brumadinho: saiba quem são as vítimas do acidente

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O rompimento da barragem 1 da Mina do Feijão, da Vale, emBrumadinho , deixou 60 mortos. Deste, 19 já foram identificados, segundo o último boletim da Defesa Civil, divulgado neste domingo
Imagem 1 -  Conheça algumas histórias das vítimas da tragédia de Brumadinho
Conheça algumas histórias das vítimas da tragédia de Brumadinho
Agência O Globo

O rompimento da barragem 1 da Mina do Feijão, da Vale, emBrumadinho , deixou 60 mortos. Deste, 19 já foram identificados, segundo o último boletim da Defesa Civil, divulgado neste domingo. Segundo o Corpo de Bombeiros, 292 pessoas continuam desaparecidas. Foram realizados 192 resgates até o momento.

Jonatas Lima Nascimento


Jonatas, de 36 anos, era funcionário da Vale há 13 anos, sendo que há três anos trabalhava na barragem que se rompeu na última sexta-feira . Ele sairia de férias na próxima semana com a mulher e os dois filhos , um menino de 6 anos e uma menina de 13.

 Jonatas Lima Nascimento sairia de férias na próxima semana Foto: Reprodução

- Ele estava feliz, tinha acabado de assinar o aviso de férias. Íamos viajar e ele estava empolgado procurando hotel. Nem nos piores pesadelos eu pensava que isso aconteceria. Ele tinha 36 anos, era forte e não vai ver os filhos crescerem - disse a mulher de Jonatas, Daihene Crizologo, que completou 15 anos de casada com o funcionário da Vale no último dia 10.

Jonatas trabalhava na área de carregamento e estava em uma máquina do tipo escavadeira quando veio a avalanche de lama. Ele perdeu um amigo com quem tinha trabalhado em outra mina no desatre de Mariana.

Marcelle Porto Cangussu


 Marcelle Porto Cangussu, médica da Vale e primeira vítima identificada no rompimento da barragem de Brumadinho Foto: Arquivo de família

Marcelle, de 35 anos, era médica com especialização em Medicina do Trabalho e trabalhava há cerca de cinco anos na Vale. Única profissional da área no local, Marcelle estava em horário de almoço, no próprio lugar onde dava expediente, quando a tragédia aconteceu. Um dia antes da tragédia, ela comemorou o aniversário de 35 anos .

— No dia 24 de janeiro, ficamos com ela até meia-noite. No dia seguinte, às 7h30m, ela já estava no trabalho. A ideia era continuar as comemorações pelo aniversário com os amigos dela na noite de sexta-feira (25) — contou Mirelle Porto, mãe da vítima.

Leonardo Alves Diniz


 Leonardo Diniz estava prestes a se formar em administração Foto: Reprodução do Facebook

Leonardo, de 33 anos, era casado e pai de um menino de 7 anos. Ele morava com a família em Sarzedo, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Era funcionário da Vale há mais de dez anos. Trabalhava como técnico em manutenção. No dia do acidente, estava de folga e havia marcado para renovar a carteira de motorista quando foi convocado para fazer plantão na empresa .

Francis Marques da Silva


Francis, de 34 anos, era de Ibirité (MG) e trabalhava como bombeiro hidráulico terceirizado na Vale. Ele deixa uma filha de apenas quatro anos. Sua mulher, Gisele Rodrigues Marques, desconfia estar grávida, mas não quer fazer o exame no momento por medo de não assimilar as informações. A família recebeu a confirmação da morte há poucas horas e pretende enterrar Francis em Brumadinho.

 Francis Marques da Silva, de 34 anos, era de Ibirité (MG) Foto: Reprodução

Maurício Lauro de Lemos


 Maurício Lauro, de 52 anos, trabalhava na Vale como motorista terceirizado Foto: Reprodução

Mauro, de 52 anos, trabalhava na Vale como motorista terceirizado.A filha, Juliana Lemos, contou que o corpo do pai foi encontrado na noite deste sábado e reconhecido por meio de impressão digital.

— Era a melhor pessoa do mundo. Fazia tudo por mim e agradava a todos — disse Juliana.

Wellington Campos Rodrigues


Wellington tinha 53 anos. Era analista de sistemas e trabalhava como um funcionário terceirizado da Vale. Deixou três filhas, de 13, 20 e 25 anos. Segundo o irmão informou ao site G1, a vítima foi identificada por meio de impressão digital.

Adriano Caldeira do Amaral


Adriano, de 42 anos, era técnico da Vale há quase 15 anos. Morador de Belo Horizonte e formado em Engenharia, deixa uma mulher e dois filhos. Segundo a cunhada Ana Paula, foi um "excelente marido e pai, sempre cuidou dos filhos”.

Djener Paulo Las-Casas Melo


 Djener Paulo Las-Casas Melo havia começado a trabalhar às 7 horas de sexta e estava carregando o último vagão de minério quando houve o estrondo Foto: Reprodução

Filho único, com casamento marcado para junho próximo, Djener era operador de máquinas da Vale, onde trabalhava havia pelo menos dois anos. Seguiu a carreira do pai, funcionário da mineradora há quase duas décadas e que só não estava na mina porque tirou férias de 30 dias para cuidar da saúde e fazer uma pequena cirurgia.

O corpo de Djener foi achado, segundo familiares, porque o celular tocou insistentemente dentro da máquina que ele operava. O equipamento fora arrastado para perto do portão principal da mina, o que facilitou a localização.

Djener havia começado a trabalhar às 7 horas de sexta e estava carregando o último vagão de minério quando houve o estrondo. Um colega, que havia acabado de carregar um vagão, gritou para que ele fugisse, mas não deu tempo. O colega conseguiu sobreviver porque estava numa parte mais alta e teve tempo de escapar. O caixão de Djener estava fechado, apenas com uma foto em cima.

Fabricio Henriques da Silva


Tinha 27 anos, não era casado e não tinha filhos. O jornal “O Tempo” publicou uma reportagem em que uma prima dele, que preferiu não ser identificada, afirma que a família agradece por ter encontrado o corpo.

- Muitas famílias não vão encontrar nem mesmo os corpos dos familiares – lamentou ela.

Ele trabalhava há cerca de cinco meses em uma empresa terceirizada pela Vale. Ele era morador de Brumadinho e seu corpo foi enterrado na manhã de domingo. Um tio de Fabricio, que também trabalhava na Vale, está desaparecido.

- A família toda está muito abalada e muito triste. Todo mundo gostava dele, era uma pessoa muito carinhosa e muito prestativa. É uma tristeza enorme - contou uma prima da vítima, segundo publicou o jornal.

Renato Rodrigues Maia


 

De acordo com o G1, era técnico de segurança na Vale. A irmã de Renato, Patricia Rodrigues Maia, diz que outro parente está desaparecido após o rompimento da barragem.

- A sensação é péssima, horrível. É um ente querido que não volta mais. O cunhado da minha irmã também desapareceu - lamentou Patrícia.

Flaviano Fialho


 Flaviano Fialho era casado e pai de dois filhos, de 9 e 6 anos Foto: Reprodução

Torcia para o Atlético-MG, era casado e tinha dois filhos, um de 9 e outro de 6 anos. Era de Belo Horizonte e morava em Brumadinho. Tinha 34 anos e trabalhava para a Vale desde 14 de julho de 2017. Foi enterrado nesta segunda-feira.

- Flaviano era muito esforçado e muito prestativo, comunicativo – diz a mulher dele, a dona de casa Fernanda Almeida.

Flaviano trabalhava como auxiliar técnico em manutenção, fazendo conferência e entrega de macacões e ferramentas. Ele era deficiente monocular e morava no Parque da Cachoeira, um dos atingidos pelo mar de lama. A casa da família, no entanto, fica numa parte alta e não foi atingida.

- De acordo com informações do grupo do bairro, os próprios moradores estão ajudando as vítimas do bairro, e também os próprios moradores estão ajudando a achar corpos - relatou Fernanda.

Ela conta que soube pelo IML da identificação do corpo do marido e que a Vale ainda não entrou em contato com ele até agora:

- Nem mesmo para dar os pêsames.

Marcelo Alves de Oliveira



Completou 46 anos no dia 9 de janeiro. Nascido em Santos, no litoral de São Paulo, ele foi morar na cidade mineira com a esposa há alguns meses para trabalhar em uma obra de uma terceirizada da Vale. Segundo a irmã, Marcia Alves de Oliveira Dias, falou ao G1, Marcelo era "guerreiro e batalhador".

- Era engenheiro, pagou os estudos, era o sonho dele se formar em engenharia. Ele estava atuando em uma terceirizada da Vale. Estava todo feliz - afirmou Marcia.

Eliandro Batista de Passos



Tinha 33 anos, era funcionário terceirizado da Vale, e deixa uma filha de 13 anos. De acordo com informações do G1 , sexta-feira passada, era para ter sido um dia de folga para Eliandro, segundo afirmou uma sobrinha dele.

- Meu tio estava de folga e foi chamado para o trabalho. Ele trabalhava com asfalto. Na verdade, trabalhava com muitas coisas e sempre teve vontade de vencer pela oportunidade de trabalhar. Ele ia longe buscar trabalho. Quando recebemos a notícia, eu quase não acreditei - lamentou Jéssica Passos.

Robson Máximo Gonçalves


Tinha 26 anos e era morador de Brumadinho. A família foi avisada pelo IML da identificação do corpo do jovem. Familiares de Robson procuram ainda um bebê e uma adolescente que continuam desaparecidos. No Facebook, uma familiar de Robson tem pedido para a imprensa não entrar em contato.

“Perdemos a batalha pra vale... descanse em paz...obrigado a todos pela as orações...”, escreveu ela.

Willian Jorge Felizardo Alves


Willian estava trabalhando na barragem da Vale em Brumadinho na hora do rompimento. Tinha 36 anos. Antes de seu corpo ser identificado, parentes fizeram uma corrente nas redes sociais pedindo informações sobre o então desaparecido. Seu enterro ocorreu ontem, no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte.

Daniel Muniz Veloso


Daniel, de 29 anos, nasceu e cresceu em Coração de Jesus, no Norte de Minas, e trabalhava em uma empresa terceirizada que presta serviço para a Vale. A mulher dele está grávida de oito meses do primeiro filho do casal.

Outras vítimas

Carlos Roberto Deusdeti

David Marlon Gomes Santana

Marcelo Alves de Oliveira


Notas

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