21 AGO 2019 | ATUALIZADO 09:45
MUNDO

Mourão diz que Guaidó foi para o "tudo ou nada" na Venezuela

E para o gneeral Heleno, o tamanho do apoio de militares venezuelanos a Juan Guaidó, que em janeiro se proclamou presidente interino com o apoio da Assembleia Nacional, é a "grande incógnita"
DA REDAÇÃO E AGÊNCIA O GLOBO
30/04/2019 16:20
Atualizado
01/05/2019 10:39
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Mourão diz que Guaidó foi para o "tudo ou nada" na Venezuela
O chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência do Brasil, Augusto Heleno, afirmou na tarde desta terça-feira que o tamanho do apoio de militares venezuelanos a Juan Guaidó, que em janeiro se proclamou presidente interino com o apoio da Assembleia Nacional, é a "grande incógnita"
CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS

O chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência do Brasil, Augusto Heleno, afirmou na tarde desta terça-feira que o tamanho do apoio de militares venezuelanos a Juan Guaidó, que em janeiro se proclamou presidente interino com o apoio da Assembleia Nacional, é a "grande incógnita" da situação que se desenrola no país desde cedo. O ministro disse que as Forças Armadas até agora estão apoiando o presidente Nicolás Maduro e classificou o anúncio de Guaidó de que contava com o apoio das Forças Armadas como uma "autopropaganda". Para o vice-presidente, Hamilton Mourão, o opositor foi para o "tudo ou nada".

— No início da manhã, quando se caracterizou uma antecipação do movimento que estava previsto para amanhã e acabou acontecendo hoje, não se percebeu movimentação militar, mas foi anunciado pelo Guaidó um maciço apoio das Forças Armadas. Logo depois, isso aí foi colocado na dimensão correta. Ou seja, havia um certo apoio das Forças Armadas, mas isso não chegava a atingir os altos escalões, quer dizer, isso ficava ali no escalão mais baixo — declarou Heleno, no Palácio do Planalto.

— Nós não sabemos desde o início qual é a qualidade e a quantidade desse apoio. O que tem parecido é que esse apoio talvez tenha algum valor quantitativo, mas qualitativo ele ainda não foi expressado. Não teve nenhum chefe militar que a gente tivesse assistido ou ouvido um apoio explícito ao presidente Guaidó - complementou o ministro. Questionado se Guaidó — reconhecido pelo Brasil como presidente encarregado desde janeiro — se precipitou ao anunciar um apoio que na prática não se materializou, Heleno disse que é difícil avaliar porque "o anúncio foi em busca de apoio".

— Então se você entra numa partida e você já diz "a minha torcida tem três caras e a do adversário tem...", você já entra perdendo. Então é natural que ele fizesse uma autopropaganda para buscar apoio da população — afirmou, confirmando achar que foi o caso do líder venezuelano. — É perfeitamente válido. Ele tinha que, já que estava acontecendo uma manifestação [por conta do dia do trabalhador, 1º de maio, procurar engrossar essa manifestação.


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