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POLÍCIA
COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL
28/05/2019 10:26
Atualizado
28/05/2019 11:34

Governo do Amazonas confirma 57 mortes em penitenciarias do estado

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As mortes foram registradas no domingo (26) e na segunda (27) em quatro presídios localizados em Manaus. Segundo a Seap, os 42 corpos encontrados nesta segunda apresentavam sinais de morte por asfixia.
Imagem 1 -  Governo do Amazonas confirma 57 mortes em penitenciarias do estado. As mortes foram registradas no domingo (26) e na segunda (27) em quatro presídios localizados em Manaus. Parentes dos detentos realizaram um bloqueio de protesto em frente as unidades prisionais.
Governo do Amazonas confirma 57 mortes em penitenciarias do estado. As mortes foram registradas no domingo (26) e na segunda (27) em quatro presídios localizados em Manaus. Parentes dos detentos realizaram um bloqueio de protesto em frente as unidades prisionais.
FOTO: REUTERS/SANDRO PEREIRA

Nesta segunda-feira (27) o governo do Amazonas informou que foram encontrados 42 detentos mortos no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1), no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), todos localizados em Manaus (AM).

Segundo De acordo com a secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap), os corpos encontrados apresentavam indícios de morte por asfixia.

As mortes ocorrem um dia após 15 detentos do Compaj terem sido assassinados. Ao todo, o número de mortos no sistema prisional chega a 57.

Por meio de nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que enviará uma Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) para atuar no complexo penitenciário.

Segundo o comunicado da pasta, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) aguarda a formalização do pedido, mas já está tomando as providências para o deslocamento da equipe.

O governo do Amazonas informou que já oficializou a solicitação de atuação de uma equipe de intervenção prisional para o estado.

MORTES

Em nota divulgada no domingo (26) a Seap informou que as mortes ocorreram durante uma “briga entre presos” dos pavilhões 3 e 5, e que, após o acionamento do Batalhão de Choque da Polícia Militar, a situação no Compaj estava sob controle.

Nenhuma fuga foi registrada e nenhum agente penitenciário foi ferido durante o tumulto. A briga começou durante o horário de visitação.

Segundo governo do estado, a Seap iniciou investigações para identificar os responsáveis pela ocorrência de domingo.

As mesmas medidas serão tomadas em relação às mortes registradas nesta segunda-feira (27). Os resultados destas apurações serão encaminhados à Justiça. A secretaria também vai adotar medidas disciplinares nos presídios, a exemplo do que fez no Compaj.

O Ministério da Justiça informou que alguns presos serão transferidos para penitenciárias federais.


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