19 JUL 2019 | ATUALIZADO 00:24
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Coalizão de Binyamin Netanyahu fracassa e Israel terá novas eleições

Netanyahu tinha até a meia-noite local (19h de Brasília) desta quarta-feira para formar um governo com seus parceiros conservadores ou convocar novas eleições
ESTADÃO CONTEÚDO
29/05/2019 18:27
Atualizado
29/05/2019 18:28
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Coalizão de Binyamin  Netanyahu fracassa e Israel terá novas eleições
O Knesset, Parlamento israelense, votou nesta quarta-feira, 29, por sua dissolução e convocação para novas eleições depois que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu falhou em conseguir formar uma coalizão de governo
MENAHEM KAHANA / AFP

O Knesset, Parlamento israelense, votou nesta quarta-feira, 29, por sua dissolução e convocação para novas eleições depois que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu falhou em conseguir formar uma coalizão de governo.

Netanyahu tinha até a meia-noite local (19h de Brasília) desta quarta-feira para formar um governo com seus parceiros conservadores ou convocar novas eleições.

O presidente Reuven Rivlin havia dado a Netanyahu mandato para formar o governo, após a vitória da direita nas legislativas de 9 de abril. Ele tentava formar uma maioria de 65 assentos (de um total de 120). Netanyahu está no poder há dez anos sem interrupção e 13 no total.

A sobrevivência de uma figura que domina a política israelense há anos está em jogo e seus aliados decidiram votar pela dissolução do Parlamento (Knesset) 50 dias após as eleições e convocar uma nova votação para agosto ou setembro.

As negociações ficaram bloqueadas pelo antagonismo entre o partido nacionalista laico Yisrael Beitenu e os ultraortodoxos sobre a isenção do serviço militar concedida a milhares de estudantes de escolas talmúdicas.

Em um país onde todos são obrigados a prestar serviço militar, esse tratamento diferencial é considerado por muitos como uma injustiça.

Sobre essa questão, Netanyahu enfrentou Avigdor Lieberman, líder do Yisrael Beitenu, uma personalidade política que liderou o gabinete do primeiro-ministro entre 1996 e 1997 e foi seu ministro da Defesa em 2018.

Para participar do governo, Lieberman exigia o fim da isenção concedida aos ultraortodoxos para o serviço militar.

Na segunda-feira, ele afirmou no Facbeook que não tinha "intenção de renunciar" aos princípios de seu partido.

O Likud, o partido de Netanyahu, o designou como inimigo político. "Pensava que tinha visto tudo na política, mas fiquei surpreso com a intensidade das pressões, com a paranoia e com as especulações às quais fui exposto", disse Lieberman.

Na terça-feira, foi adotada em primeira leitura a lei de dissolução do Parlamento. Uma comissão validou o texto na parte da noite com vista a uma votação final em segunda e terceira leitura que ocorreram nesta quarta-feira.

Muitos criticam o gasto de dinheiro e energia que envolverá novas eleições. Um representante do Ministério das Finanças, citado pela imprensa, falou de um custo de pelo menos 475 milhões de shekels (€ 117 milhões) para dissolver a assembleia e convocar uma nova votação. / AFP e EFE


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