15 NOV 2019 | ATUALIZADO 18:06
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[OPINIÃO] O suicídio, por que não devemos julgar?

Não julguem alguém dessa forma. Ninguém sabe o que se passa na vida de uma pessoa nem o quão combalido está o seu espírito ante as vicissitudes da vida
Por Allano Fabrício Vidal Padre/@allanofabricio
12/10/2019 19:26
Atualizado
12/10/2019 21:10
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[OPINIÃO] O suicídio, por que não devemos julgar? Não julguem alguém dessa forma. Ninguém sabe o que se passa na vida de uma pessoa nem o quão combalido está o seu espírito ante as vicissitudes da vida

Quando li a noticia sobre o suicídio do jornalista João Carlos Brito, deparei-me com uma ou outra pessoa criticando o rapaz: "é covarde", "é fraco", "foi pro inferno". 

Não julguem alguém dessa forma. Ninguém sabe o que se passa na vida de uma pessoa nem o quão combalido está o seu espírito ante as vicissitudes da vida. Ninguém se suicida de forma gratuita. Quem comete suicídio, no fundo, lá no fundo, tem vontade de viver, e não de morrer.

O suicídio infelizmente acontece porque a natureza humana é limitada: suporta a dor física e moral até certo ponto; se o ultrapassar, fatalmente sucumbirá. A questão, portanto, não é saber se uma pessoa é forte ou fraca, mas sim, até que ponto é capaz de suportar dores físicas ou morais sem sucumbir. 

Por isso, é tão errado chamar de fraco e covarde alguém que tira a própria vida, como é errado chamar de fraco e covarde uma pessoa que morre vitimada por um câncer agressivo.

Em nossas preces diárias, devemos sempre pedir a Deus que nos dê - e aos outros também - a força, a coragem e principalmente a sabedoria necessárias para suportarmos todas as dores da existência sem darmos cabo de nossa própria vida. É a melhor prevenção contra o suicídio.

Sobre o "fogo do inferno" para os suicidas, a Misericórdia de Deus é tão infinita quanto o Deus da Misericórdia. Ela, portanto, tudo alcança; inclusive o suicídio. Um ato praticado por um ser finito e imperfeito jamais atingiria um Ser infinito e perfeito. E mesmo que o João Carlos esteja lá, todo inferno é temporário, como temporárias e passageiras são todas as dores, problemas e angústias da vida. Seja na terra, seja no plano espiritual, nenhum sofrimento dura para sempre.

Aliás, está escrito no Catecismo da Igreja Católica:

"Não se deve desesperar da salvação eterna das pessoas que se suicidaram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, oferecer-lhes a ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida."


Allano Fabrício Vidal Padre 

@allanofabricio

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